Há cerca de 15 anos o terapeuta corporal Luis Porto Junqueira, de 33 anos, enfrentou um difícil problema de saúde. "Eu desmaiava muito e com o passar do tempo passei a ter convulsões. Cheguei a ter parada cardíaca e precisei ficar na UTI", lembra. O sofrimento durou cerca de dois anos e neste período ele conta que passou por vários médicos neurologistas que não conseguiram diagnosticar o problema. "Depois de quase dois anos, ainda nesta busca por um médico que me ajudasse eu fiz um exame chamado polissonografia e o neurologista diagnosticou a narcolepsia, uma doença relacionada ao sono. Passei a tomar muitos remédios fortes, mas as crises continuavam acontecendo", afirma.
Durante este período Luis precisou abandonar os estudos e deixar a vida social de lado. "A minha vida estava parada, eu já tinha tentado de tudo e não sabia mais o que fazer", ressalta. O terapeuta conta que foi apresentado à hipnose por um amigo e decidiu fazer um teste. "Após a primeira sessão eu já não tive mais nenhuma crise", garante. Ele acrescenta que durante a sessão descobriu que a sua doença tinha um fundo emocional relacionado à história de vida. Depois de resolvido o problema e das crises eliminadas Luis conta que retomou seu ritmo de vida, mas não abandonou a hipnose. "Acabei dando continuidade ao acompanhamento por opção minha. Comecei a usar a hipnose para melhorar outros setores da minha vida", complementa.
Atualmente Luis leva uma vida normal e não faz mais sessões de hipnose, mas sabe que a técnica está disponível e pode ajudar na solução de muitos problemas físicos de ordem emocional. "É uma ferramenta fantástica que eu indico para as pessoas que estão com problemas aparentemente sem solução", destaca. (M.A.)

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