Quando você começar a ler esta matéria, observe como está sua postura: se estiver curvada, muito para a direita ou para a esquerda, indireite-se. É um bom começo para se evitar futuros problemas de coluna. Um mal que atinge desde o carteiro ao presidente da República. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, quatro em cinco brasileiros têm ou terão dores nas costas, causadas por desvios na coluna.
Um problema sério que além de interferir no cotidiano das pessoas, afeta também a vida profissional. A lombalgia (dores na coluna lombar) é a segunda causa de falta ao trabalho e o terceiro motivo de pedidos de aposentadoria no Brasil. De acordo com dados do Hospital do Servidor Público de São Paulo, 60% dos trabalhadores sofrem de dores nas costas, mas apenas 30% se tratam. ‘‘Negligenciar o problema só piora a situação’’, afirma o fisioterapeuta José Lima, professor da Unopar e pós-graduado em Anatomocinesiologia do Aparelho do Movimento.
Para a maioria das patologias da coluna existem tratamentos, técnicas e terapias que oferecem bons resultados, com curas definitivas. ‘‘Mas isso depende muito do paciente. Ele precisa cooperar’’, afirma. Há três meses, José Lima começou a usar uma nova técnica para tratamento de problemas da coluna: é a espondiloterapia. ‘‘É um protocolo de avaliação, atendimento e orientação das patologias da coluna vertebral, causadas por traumas, desgaste ou inflamação’’, esclarece o fisioterapeuta.
Vantagem Segundo José Lima, a grande vantagem desta terapia é que o tratamento deixa de ser paliativo e passa a ser curativo. ‘‘A espondiloterapia é uma proposta de cura, criada pelo fisioterapeuta Rubens Balestro, de Caxias do Sul, e baseada em técnicas milenares de massagem e manipulação da coluna vertebral’’, explica José Lima.
A partir do momento em que o paciente chega à clínica encaminhado pelo médico e com o exame de diagnóstico da doença, o fisioterapeuta faz uma investigação para descobrir a causa do problema. ‘‘Se eu não atacar a origem de uma hérnia de disco, por exemplo, a doença volta em seis meses’’, afirma. Descoberta a causa, parte-se para uma massagem na coluna para desativar as contraturas musculares. ‘‘E depois, uma manipulação para fazer uma descompressão da coluna vertebral’’, acrescenta.
A última etapa do tratamento se destina à correção postural, prática de exercícios e orientação ao paciente para mudança de hábitos posturais. O fisioterapeuta diz que para conscientizar o paciente da necessidade de mudar sua postura ele usa a ‘‘sustologia’’, que consiste em mostrar à pessoa as limitações que ela enfrentará no futuro, caso não se cuide. ‘‘O paciente precisa colaborar e querer se livrar do problema’’, ressalta José Lima.

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