Não basta beber, é preciso saborear
Não basta beber,
é preciso saborear
É o tratamento das folhas que diferencia aromas e sabores. E o ritual quase que sagrado de beber um chá exige, no mínimo, alguns cuidados básicos para não estragar o conteúdo.
Tudo começa com o preparo do bule. Exclusivo, ele deve ser previamente aquecido antes de receber a bebida. Para cada xícara, uma colher. Sem esquecer uma colher extra, destinada ao bule, seguindo à risca o que dizem os ingleses. Uma vez adicionada a água recém-fervida, é preciso tampá-lo reservando um tempo de descanso de cinco minutos. Tempo mais que necessário para que o gosto do chá assuma todo o seu sabor.
Mas de nada adiantam os rituais na hora do preparo se não houver cuidado na hora do armazenamento. Para conservar melhor as folhas são recomendados os recipientes hermeticamente fechados e opacos. Vidros e acrílicos são praticamente proibidos. O bule também deve ser objeto de atenção. Se ficar guardado, sem uso, por um tempo prolongado, o interessante é manter um punhado de açúcar no fundo, para absorver possíveis odores e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade da próxima infusão.
EscolhaAs variedades são muitas e divididas em quatro categorias, bem conhecidas por quem entende do assunto. Secado logo após a colheita, o chá verde é um dos mais tradicionais no Japão e, muitas vezes, usado como um poderoso digestivo depois das refeições.
Popular, o chá preto caracteriza-se pelo perfume acentuado. O aroma é liberado com a fermentação por que passa depois da colheita. Mesmo processo que é interrompido na metade no caso do chá oolong. Uma espécie de meio termo entre os chás verde e preto.
O toque de refinamento fica por conta do scented, que na mistura de outras flores e plantas às folhas ganha um sabor bem diferenciado de jasmim, rosa ou limão. Com tantas dicas, é só escolher e beber.





