Namoro na escola
As questões sobre namoro devem ser tratadas de forma cuidadosa também pelas escolas. Determinadas situações podem ser aproveitadas, inclusive, como ponto de referência para aulas sobre sexualidade, sempre orientando e dirimindo dúvidas. No entanto, é preciso ouvir a opinião dos pais sobre o assunto, respeitando a posição deles em relação à educação de seus filhos.
Liberar o namoro, de maneira oficial, dentro do seu espaço, é no mínimo delicado para uma escola , principalmente quando tem alunos da pré-escola ao colegial. A escola tem que levar em conta que nem sempre todos os pais estão de acordo quanto à idade apropriada para seu filho ou filha namorar, nem de como namorar e muito menos de que a escola seja o lugar certo desse namoro acontecer, lembra a psicóloga Maria Rita Soares Azevedo.
É perniciosa a tentativa de pessoas ou instituições querer vender a idéia de liberalidade ou austeridade de forma leviana. Aqui, para as escolas, cabe também a abertura para o diálogo, tanto com os pais quanto com os alunos. A idéia é a busca de alternativas para a solução das questões que se apresentam. Simplesmente proibir ou liberar o namoro, por exemplo, é uma forma de se distanciar de responsabilidades. Os limites começam em casa, mas a escola deve estar aproveitando situações para esclarecer dúvidas, colaborar na formação do aluno, sempre respeitando os valores dos pais, lembra a psicóloga.
É complicado? É. O que não significa que seja impossível. Bastam pessoas sérias, com formação adequada, que possam encaminhar essas questões de maneira sensata. Tanto os professores quanto os pais devem agir com as crianças de maneira honesta e clara. E ter consciência que não é invadindo a privacidade da criança, nem simplesmente proibindo ou liberando (apenas com uma única conversa sobre o assunto) que tudo vai ficar bem.
Não, o diálogo é contínuo. Os papéis da escola e dos pais são distintos em muitos aspectos, mas devem ter o mesmo fim: o desenvolvimento pleno da criança, proporcionando-lhe segurança, tranquilidade e clareza de limites, entre outros.





