Em Londrina, a Escola Vagalume vem tentando mudar a realidade para esse tipo de aluno há mais de 20 anos. Assim, crianças com necessidades especiais assistem aulas ao lado de alunos normais.
''Optamos por aceitar essas crianças mesmo antes de o governo incentivar essa prática e colocar isso como lei. Não temos um número expressivo de alunos especiais porque não somos uma escola de grande porte, mas eles têm todas as possibilidades de crescer e conviver com outras crianças dentro da capacidade particular de cada um'', afirma a diretora da escola, Maria Sílvia Crusiol.
Mas a inclusão ali também não é simplesmente colocar alunos especiais para assistir às aulas convencionais. Sílvia lembra que fazer um acompanhamento diferenciado é fundamental para garantir o desenvolvimento desses alunos. ''É claro que eles não são iguais aos demais, principalmente aqueles que têm comprometimento mental, como os portadores da Síndrome de Down. Eles não conseguem assistir a quatro horas de aula seguidas, nem acompanhar o ritmo de um estudante regular'', garante.
Para tanto existem currículos adaptados e salas especiais de reforço. ''As provas são diferentes, com questões que sabemos que as crianças podem responder. Para os mais velhos existem oficinas com aulas de trabalhos manuais que preparam para o mercado de trabalho. O aluno com deficiência mental não consegue entender direito assuntos que exigem raciocínio, como matemática. Precisamos respeitar o limite de cada um'', garante.
A escola dispõe de uma psicopedagoga especializada em crianças especiais que ajuda os professores e outros alunos a lidarem com as diferenças. ''O preconceito às vezes aparece e nós precisamos saber como lidar com ele. Trabalhamos a sensibilização com nossos alunos regulares para evitar as piadas e o isolamento dessas crianças.'' (H.F.)

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