Na ponta do lápis
Quando a advogada Ana Célia Pagnan, de 48 anos, voltou da sua lua de mel há 23 anos, foi surpreendida pelo marido. "Assim que chegamos ele me apresentou o livro-caixa com todas as finanças da casa. Foi um susto. Eu estava acostumada a guardar tudo na cabeça. Controlava minhas contas, mas não tinha nada no papel", conta. O marido de Ana Célia, o administrador Herondino Mariano Junior, de 47 anos, já era adepto do livro caixa há alguns anos e fez questão de continuar controlando as finanças de perto quando se casou, sempre em conjunto com a esposa. "Desde que eu comecei a trabalhar sempre consegui controlar as contas e quando a gente casou eu apresentei o livro-caixa para ela. Eu disse: 'Ana, se a gente quiser ter algo juntos vamos ter que nos organizar'."
Em três anos de casamento, o casal conseguiu conquistar seu primeiro objetivo: a construção da primeira casa. "Já tínhamos um terreno antes de casar e decidimos que queríamos construir a nossa casa." Foi durante essa etapa que eles aprenderam também que para se conquistar algumas coisas é necessário abrir mão de outras. "Nessa época acabei vendendo meu carro, que foi um sonho ter conquistado, para construir a casa, mas valeu a pena", relembra Herondino.
Conforme o casal, ter definido um objetivo em comum foi essencial para essa e outras conquistas. "Com a meta definida você trabalha o como chegar lá e vai conseguindo alcançar as etapas. Depois dessa primeira casa, acabamos conseguindo comprar outra. Além disso, recentemente fizemos uma viagem bem bacana com nossos filhos, que também foi planejada por alguns anos. Foi uma experiência bem especial", valorizam.
Para Ana Célia e Herondino, manter o diálogo sobre as finanças sempre vivo é um dos segredos para o sucesso do relacionamento. "A gente nota que muitos casais se separam não por causa do amor, mas pelos problemas financeiros", diz Herondino. "Com certeza o susto inicial valeu a pena", avalia Ana Célia. (B.Q.)






