Na mira do bisturi
O cirurgião plástico Ody Silveira Júnior explica que, geralmente, é a partir dos 35 anos que a mulher começa a sentir na pele os efeitos do tempo. Mas isso vai variar de acordo com a constituição genética e o estilo de vida de cada uma. Temos o envelhecimento intrínseco, que depende do código genético, e o envelhecimento extrínseco, diretamente relacionado ao sol, cigarro, poluição, alimentação, atividade física e hidratação, esclarece. O sol é um dos grandes responsáveis pelo envelhecimento precoce: 80% das rugas são causadas por ele. Por isso, a necessidade do filtro solar todos os dias.
Ele observa que os primeiros sinais são as linhas de expressão, os famosos pés de galinha. Depois, o que começa a incomodar é o excesso de pele na pálpebra superior. A sobrancelha começa a cair. Também há a bolsa de gordura nas pálpebras inferiores, que dá um ar cansado. Aí já se tem a indicação da cirurgia, afirma.
A partir dos 40, quando as rugas ficam mais acentuadas e a perda da elasticidade da pele é bem visível, há a opção do lifting facial ou minilifting, cuja incisão é menor. O resultado é interessante porque só se tira excesso de flacidez. O efeito dura de 8 a 10 anos, garante o cirugião.
As mudanças no corpo causadas pela gravidez, segundo Ody, são um dos fatores que costumam levar as mulheres à cirurgia plástica. Tanto para corrigir as mamas (levantar e aumentar ou levantar e diminuir) como para para tirar o excesso de pele no abdome, o que é feito com a lipoaspiração. Mas, quando existe muita flacidez, a cirurgia plástica convencional pode ser necessária. De acordo com cirurgião, o melhor resultado da lipoaspiração é obtido em mulheres mais jovens, mas tudo depende da elasticidade da pele. Hoje fazemos lipo em mulheres de 60 anos com ótimos resultados.
Além de estar financeiramente bem mais acessível, a lipoaspiração vem ganhando outro atrativo: a segurança. Atualmente há a opção de fazer a lipo tumescente, ou seja, com soro, que causa menor sangramento. Além do tamanho das cânulas ter diminuído. Estão mais finas, com diâmetro menor. E as chances de ondulações e irregularidades são igualmente menores, afirma o médico, informando que pode-se aproveitar a ocasião para dar uma geral na silhueta. A gordura retirada na lipo ou na cirurgia pode ser usada para aumentar as nádegas e modelar o corpo. (R.V)





