As donas de curvas mais generosas já podem se considerar bem representadas no mundo da moda. Ela não tem o prestígio de uma Gisele Bundchen, mas vem sendo considerada símbolo das modelos acima do peso. Com 21 anos, 1.83m e 80 quilos, a inglesa Sophie Dahl está na revista Harper’s Bazaar do mês passado e foi capa da edição italiana da Vogue nos meses de abril e maio deste ano.
Desinibida, não se incomoda em posar nua ou imitar cenas clássicas de Marilyn Monroe, sem esconder a barriga e os seios fartos. Tudo começou em 98, quando posou para as lentes de Nick Knight em matéria para revista de vanguarda i-D. Depois, saiu ao lado de Karl Lagerfeld na Vogue alemã, e com David LaChapele na Vanity Fair. Foi o que bastou para os jornais ingleses questionarem a supremacia das magras no mundo fashion.
Mas, ao que tudo indica, a mudança de padrões estéticos ainda está longe de acontecer, mesmo que os estilistas tenham que rever as modelagens do busto por causa da onda do silicone e da decadência do visual ‘‘tábua’’. A coisa fica ainda mais difícil no Brasil, onde o culto ao corpo é quase ‘‘lei’’. A valorização de modelos como Sophie, entretanto, revela o caminho da democracia estética, o que já é uma boa conquista. (RV)•

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