Mulheres no comando
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de março de 2005
Da Editoria 
Uma combinação de dois fatores levou ao aumento do número de mulheres no comando das famílias brasileiras: casamentos desfeitos e alta expectativa de vida das mulheres. No primeiro caso, verifica-se que uma boa parte das chefes de família (40,7%) tem entre 30 e 49 anos. É justamente a faixa etária onde está concentrada a maior parte (60%) dos divórcios e separações, segundo dados da estatística de registro civil do IBGE. O segundo fator é responsável pelo fato de 30% das mulheres responsáveis por domicílios terem 60 anos ou mais de idade. ''Grande parte deste universo de idosas é constituído de viúvas'', diz a coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Sabóia. As mulheres vivem em média 72,6 anos, enquanto os homens têm expectativa de 64,8 anos.
Estas divorciadas e viúvas estão fazendo crescer as estatísticas de mulheres que moram sozinhas. Esta é uma das grandes diferenças entre homens e mulheres que são responsáveis pelos domicílios. Enquanto 18% das mulheres responsáveis por domicílios vivem sozinhas, o índice entre os homens é de apenas 6,2%. Há quase 1,9 milhão de mulheres vivendo sozinhas no País.
Um dado curioso da pesquisa é a diferença no perfil das chefes de família mais velhas e as mais novas, em relação à educação. Entre as mulheres da terceira idade responsáveis por domicílios, o índice de alfabetização é bem menor do que o dos homens. Na faixa de 60 a 69 anos, a diferença chega a cinco pontos porcentuais: 71,8% dos homens chefes da família sabem ler e escrever, contra 66,8% das mulheres. Já entre os mais jovens o quadro é oposto. Enquanto 96,5% das chefes de família com idade entre 16 e 19 anos são alfabetizadas, o porcentual entre os jovens chefes de família é de 93,5%. Os índices nacionais se aproximam. A taxa de alfabetização dos homens chefes de família é de 86,8% e das mulheres, um pouco maior, de 87,5%. n


