| Foto: Gustavo Carneiro
Lydia Maria Fuganti Fedrigo - Empreendedora social - Casada, mãe de Luiz, de 23 anos, e Maria Eliza, de 21
O que começou como uma iniciativa para ensinar mulheres carentes a ter renda extra, 15 anos depois se transformou em um projeto que atende mais de 40 mulheres e 110 crianças e adolescentes, com a proposta de levar dignidade a todos. O Instituto Eurobase é a realização de Lydia Maria Fuganti Fedrigo, técnica em segurança do trabalho e empreendedora. "Em 2000 eu trabalhava na prefeitura em um projeto de horta comunitária, com mães de crianças com baixo peso. Começamos a ensinar crochê, tricô, para elas terem uma renda extra. Quando sai da prefeitura, continuamos o trabalho na casa de uma das mulheres. Elas começaram a fazer peças e vender. Com o tempo, compramos uma casa no bairro com a ajuda da empresa Eurobase Engenharia e Construção, que até hoje nos ajuda. Nessa época, o grupo já tinha umas 30 mulheres e, além dos cursos, fazíamos palestras para ensiná-las a se cuidar, para levantar a autoestima", conta. Com o tempo, as crianças do bairro começaram a querer participar das aulas e Lydia percebeu que precisaria fazer algo para atendê-las também. Então foi criado o Instituto Eurobase, que passou a funcionar em um barracão. Hoje o grupo de mulheres já ficou independente, elas viraram microempresárias e se sustentam. Tanta dedicação rendeu a Lydia o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Negócios Coletivos, em 2011. "Vejo que meu sonho está se realizando, embora o sonho sempre aumenta. Mudou a história dessas mulheres. Elas sabem o que querem, algumas estão fazendo faculdade. Frente a tudo isso fico muito feliz por ter feito o que já fiz, mas tem muito para ser feito. Sou uma pessoa muito otimista, vejo o lado bom da vida. Não vejo o sucesso como o reconhecimento de fora, mas consigo fazer a diferença para outras pessoas. Gostaria que minhas crianças se formassem, tivessem sonhos de conquistar outras coisas que não um celular, um tênis. Quero um país bom para todo mundo, não só para os meus filhos. As mulheres têm que lutar pelos sonhos delas, não desistirem", recomenda. (E.G)