Muito além do esmalte
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Toda mulher vaidosa que se preze gosta de estar com as unhas bonitas e bem tratadas. Este cuidado não só transmite higiene como também ajuda a compor um detalhe importante no look. O ritual, porém, não se resume apenas em lixá-las, cortá-las e pintá-las.
"Para manter as unhas bem cuidadas, deve-se evitar o contato repetido ou excessivo com água, sabões e outros produtos químicos usados no dia a dia, pois isso causa desidratação e descamação. Por isso, o uso de luvas é recomendado", destaca a dermatologista Silvia Santilli.
Ela explica que as unhas devem ser aparadas sem cortar os cantos, para que não encravem. Quanto às unhas dos pés, deve-se evitar sapatos apertados para prevenir descolamentos e ferimentos, predispondo infecções e deformidades das unhas. "Para a prática de esportes é recomendado uso de tênis um tamanho maior que o número normalmente usado", completa.
Quanto ao uso de esmalte, a médica afirma que o uso contínuo pode representar até uma proteção mecânica para as unhas, desde que o produto seja de qualidade. O problema, segundo ela, está nos removedores, principalmente os que contêm acetona. "Desidrata as unhas em demasia."
O correto, indica Silvia, seria tirar o esmalte um dia antes de fazer as unhas e aplicar um hidratante adequado, se possível usando luvas durante à noite para melhorar a absorção. Antes de passar o esmalte, ela indica a aplicação de uma base com características de tratamento para proteger as unhas.
"O problema comum é a dermatite de contato com esmalte, que pode manisfestar-se na própria região onde o produto foi aplicado ou em áreas onde tocamos com as unhas esmaltadas, como pescoço e face, especialmente pálpebras. Neste caso, deve-se usar produtos hipoalergênicos", diz.
Silvia esclarece que, além da micose, os instrumentos utilizados para fazer as unhas podem transmitir infecções virais, como hepatite B, hepatite C, aids, verrugas e infecções bacterianas, que podem causar complicações locais. O ideal, aconselha ela, é ter um kit pessoal e intransferível, com lixas, afastadores de cutícula (de madeira) e esmaltes. "Até eles (os esmaltes) podem ser contaminados", alerta.
A dermatologista adverte que a cutícula não deve ser retirada totalmente. "O ideal seria afastá-la com cuidado e retirar apenas o excedente, pois é uma proteção natural e necessária contra fungos e bactérias. Também o trauma causado ao se afastar ou remover as cutículas pode causar manchas brancas ou linhas deprimidas transversais, correspondentes a cada vez que se faz a unha", diz.
As unhas também podem mostrar que algo não está indo bem com a saúde. De acordo com a dermatologista, elas podem sugerir problemas de tireoide, pulmonares, circulatórios, neoplásicos, dentre outros. Sendo assim, sugere ela, quando há mudança no aspecto normal das unhas, um especialista deve ser consultado para investigação apropriada.




