A relevância dos chamados insumos escolares - computadores, material didático, qualidade dos professores e de infraestrutura, quantidade de alunos por sala - já foi motivo de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que concluiu que a estrutura física de uma escola é um equipamento de suma importância para aumentar o crescimento de um país, seja no âmbito cultural, social ou econômico, principalmente nas nações em processos de desenvolvimento, onde se verificam desigualdades socioeconômicas acentuadas.
Hoje, o observador imparcial que der uma vista de olhos no panamorama das escolas particulares vai notar que foi-se a época em que o espaço e a infraestrutura eram resumidos a um local que abriga alunos, livros e professores.
Importante pensador e pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida, Lev Semenovitch Vygotsky era defensor de que ''o ser humano cresce num ambiente social e a interação com outras pessoas é essencial ao seu desenvolvimento''.
Cada vez mais interadas disso, as escolas particulares fazem de seus espaços locais estimulantes e, ao mesmo tempo, desafiadores, para que seus alunos desenvolvam um senso crítico, além, é claro, das suas atividades estudantis.
É na escola que crianças e adolescentes passam parte de suas vidas. A combinação educação e socialização vem sendo traduzida em métodos de ensino inovadores, com padrões de qualidade que atendem às necessidades sociais, cognitivas e motoras dos alunos.
Em um mercado concorrido, essas instituições de ensino investem em tecnologia e diversidade na aprendizagem, conforto, espaços, professores capacitados, entre outros.
''Nossa estrutura física foi pensada de uma forma a acompanhar o desenvolvimento cognitivo dos alunos, propiciando também o desenvolvimento afetivo e emocional. Oferecemos todos os recursos didáticos e tecnológicos, como sistema Wi-Fi disponível em todo colégio, experimentos agrícolas (as crianças colhem, cozinham e comem os alimentos plantados na fazendinha). Laboratórios bem equipados, laboratório de música, teatro, bem como a contratação de professores com formação, sendo que 30% do nosso corpo são de mestres ou doutores. Salas com ar-condicionado, multimídia, tablado e carteiras pensadas para cada idade'', destaca José Antonio Lima, diretor do Colégio Universitário.
Espaço amplo, arborizado, quadra de futebol suíço, laboratórios, pátios e cantinas cobertos e abertos, teatro, salas climatizadas, entre outras opções de suportes, são oferecidos aos alunos do Colégio Londrinense que, conforme sua diretora educacional, Ieda Alvez Gomes, são estruturas que a escola prioriza para facilitar e capacitar o aluno, em um ambiente agradável e moderno.
''O aluno precisa se sentir bem. Além disso, nossos professores mantêm cuidados com nossas crianças. Os docentes são levados a ensinar, trabalhando as diferenças individuais e priorizando o amor.''
Formação de pessoas
Formar cidadãos críticos para um futuro melhor e expressivo, implica, segundo especialistas, em transformar a escola em um ambiente que vai além de quatro paredes: espírito de trabalho, produção de aprendizagem, relações sociais de formação de pessoas, bem como um espaço que gere ideias, desperte interesse em aprender, gere sentimentos e a vontade pela busca do conhecimento.
''A escola vem nesse momento mostrar uma posição mais reflexiva, oferecendo espaços extremamente criativos, grande área e a possibilidade de se relacionar verdadeiramente com seus amigos'', diz Gisele Favoretto, diretora da escola Apoena, que destina a seus alunos diferenciais como ateliês de arte, pomar, laboratório de experiências científicas, cozinha, horta, casa dos animais, tanque de areia, sala de música, inglês, sucataria e composteira.


Imagem ilustrativa da imagem Muito além da lousa e do giz
| Foto: César Augusto
No Colégio Universitário, as crianças vivenciam experiências de contato com a natrureza na fazendinha