Mudanças na visão de uma ex-feminista
A nova geração, segundo a psicóloga Nadair Catende, estabelece projetos mútuos. O homem já respeita a inteligência e a sensibilidade femininas. Ele já não se sente tão ameaçado e, sim, complementado por ela. A mulher já vem se sentindo mais tranquila e respeitada pelo homem. A terapeuta cita algumas mudanças de comportamento que evidenciam um possível final da guerra entre os sexos:
- O homem já libera mais suas emoções, o choro, por exemplo.
- Divide com a mulher a responsabilidade de manter financeiramente a família.
- Tarefas antes consideradas masculinas, como ir ao banco, ao mecânico, já não são mais só deles.
- No lar, ele divide as tarefas domésticas com a mulher e compartilha seus conflitos sobre sexualidade, sentindo-se mais seguro e livre de preconceitos antigos, tipo quem faz serviço de casa é mulherzinha.
- Ambos tecem projetos juntos, vivem a cumplicidade e a cooperação
- Homens e mulheres procuram descobrir a origem de seus sentimentos, dos seus afetos e desafetos, em terapias e leituras para poderem se relacionar melhor.
- Na relação sexual, tanto a mulher quanto o homem estão resgatando sensações agradáveis e se permitem dar e ter mais prazer, buscando informações sobre afetividade e sexualidade livres de tabus. O que antes era motivo para um distanciamento entre o casal, hoje está virando diálogo e tentativa de reconstrução da relação.
- No trabalho, homens e mulheres já são norteados por uma política de carreira e de cargos e salários iguais. Nadair afirma que nas grandes empresas modernizadas não existe uma política boicotando mulheres. O que existe é a mulher se desdobrando entre família, filhos e profissão. Por questões femininas mesmo, além das culturais, ela escolhe se dedicar mais à família do que o homem, diz a psicóloga. Essa talvez seja a maior razão de muitas não conseguirem cargos de chefia. Mas até isso já está mudando.
Mesmo diante de muita opressão e das sequelas de um relacionamento difícil, não se pode negar que existe uma luz no fim do túnel. Para a psicóloga Nadair Catende, o futuro da relação homem-mulher é promissor: Todas essas mudanças, ainda que venham ocorrendo lentamente, levam a crer que homens e mulheres já começaram a caminhar na mesma direção. (C.A.A.)





