Mudanças à vista
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de julho de 1998
Karla Matida 
Ao final de cinco dias de desfile, no Jockey Club de São Paulo, os organizadores do MorumbiFashion Brasil, já se preparam para a próxima edição, que deve acontecer em fevereiro de 99, sem local definido ainda. Em um balanço prévio para jornalistas, o organizador e idealizador do evento Paulo Borges comenta sobre os pontos positivos e negativos da 5ª edição do MFB e aponta novos caminhos e algumas mudanças que estão por vir.
A primeira, que aconteceu em julho, foi a mudança física. Os desfiles que por quatro vezes foram no Parque do Ibirapuera passaram para o Jockey. O saldo ainda será pesquisado entre as grifes participantes, organização e jornalistas. Ouvi que as pessoas gostaram muito do Jockey, explica Paulo Borges, idealizador e organizador do evento. Mas, se continuarmos lá, teremos mudanças, como trazer o evento mais próximo da sede e usar mais o espaço físico do Jockey, completa.
Para Borges, o evento ganhou em sofisticação ao passar para o Jockey, além disso, o acesso às salas e o estacionamento para convidados foram facilitados, diz. As três tendas usadas pela primeira vez nos desfiles do evento também foram aprovadas, garante o organizador, que já avisa que elas comportam ar-condicionado, no caso delas voltarem no ano que vem, em pleno verão.
A proposta é
dar mais espaço
para a moda
masculinaMeu santo é forte, não choveu!, enfatiza Paulo Borges, sobre o tempo durante os dias de desfile. Não tínhamos uma área coberta, lembra, se chovesse, a solução seria abrir as salas uma hora antes de cada desfile.
Segundo Borges, o resultado positivo da 5ª edição é sem dúvida a melhora na roupa. Houve um amadurecimento incrível das grifes, principalmente no desvínculo da cópia, aponta ele. Não que não haja mais a referência dos estilistas internacionais, explica. Agora temos uma roupa brasileira de qualidade, completa.
O que não significa que exista uma moda brasileira, segundo Borges. Para ele, a moda reflete o comportamento e a sociedade, e com as interferências de comunicação com o que está acontecendo no mundo todo quem fizer moda brasileira vai fechar, sentencia.


