Ao final de cinco dias de desfile, no Jockey Club de São Paulo, os organizadores do MorumbiFashion Brasil, já se preparam para a próxima edição, que deve acontecer em fevereiro de 99, sem local definido ainda. Em um balanço prévio para jornalistas, o organizador e idealizador do evento Paulo Borges comenta sobre os pontos positivos e negativos da 5ª edição do MFB e aponta novos caminhos e algumas mudanças que estão por vir.
A primeira, que aconteceu em julho, foi a mudança física. Os desfiles que por quatro vezes foram no Parque do Ibirapuera passaram para o Jockey. O saldo ainda será pesquisado entre as grifes participantes, organização e jornalistas. ‘‘Ouvi que as pessoas gostaram muito do Jockey’’, explica Paulo Borges, idealizador e organizador do evento. ‘‘Mas, se continuarmos lá, teremos mudanças, como trazer o evento mais próximo da sede e usar mais o espaço físico do Jockey’’, completa.
Para Borges, o evento ‘‘ganhou em sofisticação ao passar para o Jockey’’, além disso, ‘‘o acesso às salas e o estacionamento para convidados foram facilitados’’, diz. As três tendas usadas pela primeira vez nos desfiles do evento também foram aprovadas, garante o organizador, que já avisa que elas comportam ar-condicionado, no caso delas voltarem no ano que vem, em pleno verão.
‘‘A proposta é
dar mais espaço
para a moda
masculina’’‘‘Meu santo é forte, não choveu!’, enfatiza Paulo Borges, sobre o tempo durante os dias de desfile. ‘‘Não tínhamos uma área coberta’’, lembra, ‘‘se chovesse, a solução seria abrir as salas uma hora antes de cada desfile’’.
Segundo Borges, o resultado positivo da 5ª edição é sem dúvida ‘‘a melhora na roupa. Houve um amadurecimento incrível das grifes, principalmente no desvínculo da cópia’’, aponta ele. ‘‘Não que não haja mais a referência dos estilistas internacionais’’, explica. ‘‘Agora temos uma roupa brasileira de qualidade’’, completa.
O que não significa que exista uma moda brasileira, segundo Borges. Para ele, ‘‘a moda reflete o comportamento e a sociedade’’, e com as interferências de comunicação com o que está acontecendo no mundo todo ‘‘quem fizer moda brasileira vai fechar’’, sentencia.

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