Mudança de perfil
Para Neuli Barboza, gerente do Sindicato dos Empregadores Domésticos do Paraná, o perfil das empregadas domésticas mudou nos últimos anos. ''Algumas buscam se profissionalizar. Fazem cursos gourmets, de babás, cuidadoras de idosos, arrumadeiras com ênfase em organização de closets, passadeiras especializadas em roupas sociais. Com isso, passam a ser mais valorizadas'', afirma.
De modo geral, de acordo com a gerente, a classe está mais instruída e conhece os seus direitos. ''Muitas chegam a brigar na justiça. Houve um grande aumento nas reclamatórias trabalhistas por conta de documentação irregular e acordos verbais'', comenta.
Neuli lembra que atualmente a empregada doméstica desfruta de quase todos os direitos usufruídos por outras classes, tais como FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias de 30 dias, aviso prévio de até 90 dias, seguro desemprego, entre outros. ''Mas infelizmente ainda existem aquelas que aceitam trabalhar sem carteira assinada e patrões que insistem em não aceitar que a categoria tem direitos reconhecidos'', critica.
Apesar de não haver dados que comprovem a quantidade de empregadas domésticas no Estado, a gerente do sindicato afirma que - mesmo com as estatísticas apontando o contrário - ainda existe bastante procura por mensalistas. ''As mulheres estão trabalhando fora e querem alguém para ajudar em casa'', justifica.
Ela acrsecenta, no entanto, que a procura por diaristas também cresceu. ''Elas são consideradas autônomas e dispensam as formalidades legais. E muitas vezes a soma das diárias ultrapassa o salário de uma mensalista'', salienta. (P.C.B.)





