Modernidade nas roupas
''Festa sem dança não vale'', avisa o libanês Jihad Obeid, proprietário do restaurante Ghada. Não por acaso, há seis meses os clientes do restaurante têm assistido regularmente apresentações semanais sempre às sextas de dança do ventre entre as mesas. ''Aumentou o movimento'', conta satisfeito. ''Você percebe que depois da dança, os clientes ficam mais alegres. Eles batem palmas e participam. Formam uma família'', completa.
Boa parte dos aplausos que ecoam no Ghada são para Dayana Marques, dançarina há três anos. Desde o início do ano, ela tem ido uma vez por mês a São Paulo, atrás das aulas da badalada professora Lulu Sabonge. ''A dança do ventre não é mesmo tão fácil, mas também não é tão difícil. Só é preciso dedicação'', garante Dayana, que além dos treinamentos também usa o seu tempo para pesquisar músicas e história. ''Não é nada coreografado, danço seguindo a música'', explica. ''Ela dança como na minha terra, o Líbano'', avisa Obeid.
Apesar de seguir as tradições, Dayana anda modernizando o figurino, seguindo as tendências vistas nas viagens à capital paulista. ''O estilo lá já é mais moderno'', conta. ''Só não pode faltar brilho'', ensina. (Karla Matida)





