Entre persiana e cortina tradicional de tecido, a arquiteta Lia Carbonari prefere a primeira opção e enumera as vantagens: controle da luminosidade, fácil limpeza, praticidade, discrição e, conforme a regulagem das lâminas, visualização da paisagem externa. ''Gosto, particularmente, dos modelos horizontais, pois são contemporâneos'', acrescenta.
Com a variedade de modelos, acabamentos e cores existente no mercado, as persianas encaixam-se em qualquer tipo de decoração. Mas, na hora de escolher, lembre-se de analisar sua finalidade dentro da casa: dar privacidade, bloquear a entrada do sol forte, vedar a luminosidade ou criar uma barreira acústica e térmica.
As persianas com tecido celular, conhecidas como colméias (porque se parecem com o favo de mel), têm um colchão de ar no interior de cada célula. Por isso, conseguem amenizar o calor e o barulho. Já o modelo rolô, que se enrola numa bobina, feito de vários tipos de tecidos e materiais, filtra os raios ultravioleta e conserva a luminosidade natural e não esconde o visual externo. Mas tem um inconveniente no quesito privacidade: se, durante o dia, ninguém vê o que há dentro de casa, à noite, o ambiente fica exposto. ''Uma cortina de tecido leve sobre a persiana resolve o problema'', orienta a arquiteta Deborah Roig.
Madeira em alta Queridinha dos arquitetos, a Silhouette funciona no mesmo sistema das persianas horizontais. É feita de poliéster, e fica translúcida quando fechada e transparente quando aberta. ''Esse modelo não interfere no mobiliário, é clean e bloqueia a passagem da luz quando necessário'', garante a arquiteta Marília Campos Veiga.
Estão em alta também persianas de madeira, como as claras, de pau-marfim e cumaru; as de meio-tom, de carvalho e cerejeira; e as de tonalidade escura, de imbuia e nogueira. Outra opção é a de madeira pintada de branco, que combina com qualquer ambiente. ''Modelos de madeira em janelas grandes pedem sistema de acionamento motorizado com controle remoto'', adverte a arquiteta Brunete Fraccaroli. Em ambientes que exigem escuridão total, como quartos ou home theaters, aconselha-se colocar persianas com rolôs do tipo blecaute, feitos de PVC (lona plástica). Para aumentar ainda mais a vedação da luz, vale fazer uma moldura na janela, de madeira ou de gesso.
Novidades Há ainda os modelos confeccionados com fibra natural ou tecido sintético que a imita. ''A matéria-prima é rústica, mas fica requintada no ambiente'', diz o arquiteto Paulo Montoro. Embora muita gente associe esse tipo de persiana a ambientes despojados, como casa de praia, a fibra natural não tem restrições. Na opinião de Montoro, pode ser usada em uma sala com decoração clean, moderna ou clássica.
O meio-termo entre a persiana e a cortina tradicional é uma tendência forte, pois não tem a frieza das persianas de alumínio, deixa a luz entrar e traz privacidade e aconchego. A Uniflex está lançando uma coleção de tecidos com novas texturas e desenhos para o sistema rolô.
Mas é a Luxaflex que vem investindo pesado no segmento das naturais. Depois de participar de um único ambiente na última edição da Casa Cor São Paulo, assinado pelo arquiteto João Armentano, a Naturelle foi lançada oficialmente no mês passado em São Paulo. Última palavra em persiana, a novidade mistura bambu, madeira e fibra natural. Com diferentes níveis de luminosidade, resultado das mais variadas tramas, a Naturelle possui apenas 5% de fio de poliéster, o que garante durabilidade e impede deformações. O produto vem em seis coleções, 13 variações de cores e cinco anos de garantia.
O uso de elementos naturais na decoração de janelas pela Luxaflex começou com a Romana Natural, lançada em julho último. (Colaborou Angela Raizer Barbosa/Reportagem Local)

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