Explorando mais uma vez o universo japonês, Walter Rodrigues presenteou a platéia com um show de técnica e delicadeza. Dobraduras, drapeados e volumes marcam blusas, vestidos e saias, que dessa vez ganham comprimentos mínimos e tecidos especiais, como o kami, da Amni/Marles, com fios de ráfia flutuantes. Complementando alguns looks, chapéus do inglês Philip Treacy. Momentos de inspiração suprema: o obi (laçarote de quimono) como detalhe nas costas do maiô e os plissados tipo origami nas laterais das saias. O brilho dos cristais Swarovski surge nas estampas de formas geométricas, na meia-calça transparente e nas sandálias desenvolvidas pela Arezzo. Cores suaves como salmão, amarelo e verde-água dividem a cena com o vermelho e a harmonia está feita. Walter é mestre e ponto final. (R.V)

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