DivulgaçãoLook da coleção primavera-verão 98 da linha Bazar, de Christian LacroixSegundo as previsões, neste inverno as roupas serão mais baratas do que no mesmo período do ano passado. A explicação é simples. Com a crescente invasão de artigos importados no País, não restou outra alternativa aos nossos confeccionistas senão baixar os preços para competir com as grifes internacionais, que parecem ter descoberto o Brasil.
Só no ano passado, três marcas de peso abriram suas portas por aqui: Kenzo, Thierry Mugler e Emporio Armani, seguindo os passos das italianas Trussardi e Gianni Versace, e da americana Just Kenar, todas em São Paulo desde 96. Em 98, o fenômeno se repete: foi inaugurada semana passada, na capital paulista, a segunda loja DKNY (segunda linha da estilista americana Donna Karan), ocupando 360 metros quadrados em uma área nobre do Shopping Iguatemi. Em maio, será a vez da Max Mara (com endereço nos Jardins), uma das maiores empresas italianas de prêt-à-porter, com mais de 700 lojas espalhadas pelo mundo.
Tamanho interesse pelo mercado brasileiro é resultado da soma de vários fatores positivos. ‘‘Empresas de todos os setores, não só as de moda, vêem o Brasil como o país do futuro, principalmente agora, com a economia estabilizada. A Europa já está saturada em termos de crescimento de consumo. E a Argentina, que em tese despertaria mais interesse das grifes internacionais por ter um perfil europeu, não está passando por um bom momento econômico. Além disso, o brasileiro é um povo aberto às novidades, tanto àquelas que vêm dos Estados Unidos como da Europa’’, justifica Helena Lunardelli, relações públicas da Empório Armani, que prepara para a próxima terça-feira a inauguração de mais um ponto na cidade, dessa vez no Shopping Iguatemi. ‘‘Abrimos a primeira loja há um ano e as vendas superaram as nossas expectativas em 60%’’, revela.
DivulgaçãoContraste de cores e texturas na coleção feminina primavera-verão 98 do Emporio Armani, que abre a segunda loja em São Paulo na próxima terça-feira
Apesar de trabalharem com coleções trocadas em relação ao clima brasileiro - quando aqui é verão, nas lojas há roupas de inverno e vice-versa -, as grifes internacionais têm uma variedade tão grande de opções que a temperatura acaba sendo um mero detalhe. ‘‘Estamos agora com a coleção primavera-verão 98, simultaneamente às lojas da Europa e dos Estados Unidos. Mas mesmo dentro da coleção de verão há malhas e jaquetas, ideais para o nosso frio ameno. E em setembro, quando Armani lança o inverno, trazemos algumas peças, mantendo assim novidades na loja o ano inteiro’’, explica Helena.

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