MODA - Caldeirão capixaba
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Benildo Denadai, diretor técnico do Sebrae no Espírito Santo, aproveitou a concentração de jornalistas no Vitória Moda para fazer um anúncio especialíssimo para a moda capixaba. "Nós precisamos criar um diferencial", disse Denadai sobre o programa de três anos, a partir de 2016, que vai buscar os elementos de iconografia, cultura e identidade do Estado para imprimir nas criações de moda. "Os desfiles vão ser o canal para mostrar os resultados", avisa o diretor, que já entrou em negociações com o estilista Ronaldo Fraga para ser o consultor criativo do programa.
"Em julho do ano passado já tínhamos a perspectiva de crise. Mas não é hora de parar, é hora de apoiar. Persistimos para fomentar o setor. Por isso mesmo continuamos com o evento", conta José Carlos Bergamin, coordenador do Vitória Moda e dono da grife Konyk. Com 22 lojas, a marca trouxe o ator Thiago Martins para desfilar na passarela do Centro de Convenções de Vitória, palco da 8ª edição do Vitória Moda, unindo no mesmo espaço o business, salão de negócios com 109 expositores, e o fashion, com 19 desfiles, mais o concurso dos jovens talentos.
A força da indústria capixaba se traduz não só nos três dias do VM, que gerou R$ 14 milhões em negócios, como na movimentação para qualificar o setor do vestuário. "Temos duas megacarretas que circulam pelo Estado e que formam 25 pessoas entre costureiras, modelistas e cortadoras em um curso de 180 horas. É diferente quando se forma alguém da fábrica, porque ela já está vinculada", explica Bergamin.
Único entre os grandes eventos a destacar o Alto Verão, o VM é realizado pelo Sistema Findes, Câmara do Vestuário e Sebrae-ES. Outro diferencial do evento é o Salão da Economia Criativa, que este ano reuniu 23 micro e pequenas empresas com produtos ligados à moda.
A estamparia segue como um dos carros-chefe do Vitória Moda, que tem na grife Hagaef um dos destaques justamente por ser uma marca criadora de estampas. A participação no evento é justamente para mostrar todo o potencial da estamparia digital. Criações como a capa-coruja ganharam as palmas do público que em geral, só costuma aplaudir no final de cada desfile.
O jeanswear também é um pontos fortes da moda capixaba, que claro, aposta na moda praia como um diferencial. A surpresa desta edição foi a estreia da grife Buphallos, especializada em moda country. A moda masculina também se faz presente nas grifes exclusivas para eles como a Konyk, que homenageia Vitória e Vila Velha ao estampar ícones turísticos das cidades como o Palácio Anchieta, o Convento da Penha e até o manguezal.
Além das flores em fundo branco ou preto , o beija-flor surge com força nas estampas tanto nas criações da Marcí inspirada no museu e jardim botânico Inhotim como na da Konyk. Ex-estilista da Carvalho Bambu, um dos destaques da edição anterior do VM, Marcelo Zantti estreou a própria marca no primeiro dia do evento. A arquitetura de Zaha Hadid e Frank O. Gery inspira a modelagem e os recortes de vestidos, calças, saias e blusas.
Para a Surreal, um questionamento pontua o Alto Verão: até onde a Geração Z estará absorta com o tudo e com o nada ao mesmo tempo? Com celulares acorrentados aos pulsos, as modelos mostram o sportswear da grife em nuances de branco em shorts, minissaias e top cropped. Com um desfile 100% jeans, a PK Premium destaca o Emana, um fio de poliamida com cristais bioativos que estimulam a microcirculação sanguínea e com isso ajudam a combater a celulite.
A jornalista Karla Matida viajou a Vitória a convite da organização do evento
















