Quase um substituto do namoro nos tempos modernos, o tal ‘‘ficar’’ vem ganhando um ritmo acelerado. Segundo dados do Ministério da Saúde, quase um terço das garotas brasileiras já experimentaram uma relação sexual completa antes dos 15 anos. O que para alguns pode parecer uma inevitável e natural evolução dos tempos, para outros é um problemão.
O comerciante e estudante de Administração de Empresas Flávio Donadel Júnior, 21 anos, tem um objetivo definido: casar aos 25 anos. Só que, até agora, nunca teve namoradas, apenas rolos. ‘‘Tá muito difícil encontrar uma menina decente. Hoje, as garotas saem com a gente umas duas ou três vezes e o negócio já começa a ficar quente. Num dia estão com um cara e, dias depois, com outro’’, reclama.
Para ele, a mulher precisa se preservar mais e deixar para o homem o papel da conquista. ‘‘Quando a menina é mais difícil, dá um outro ânimo, a gente fica com mais vontade de conhecê-la’’, diz, desiludido com a insistência feminina. ‘‘Elas ligam, correm atrás’’. Definindo-se como ‘‘do sistema antigo’’, Flávio não perde a esperança de encontrar a pessoa certa para levar para a casa e apresentar aos pais. ‘‘As meninas têm que se valorizar mais’’, aconselha. (R.V.)

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