O tempo em que os móveis eram eternos e feitos para durar para sempre parece estar chegando ao fim. Agora eles seguem tendências, definem estilos e se reciclam com bastante rapidez. É claro que mobiliar uma casa inteira continua sendo caro, mas, atualmente, graças à variedade de opções no mercado, é comum encontrarmos pessoas que substituem algum móvel ou peça de decoração com muito mais facilidade do que faziam nossas avós.
E, para acompanhar essa busca por novidades, as fábricas lançam coleções a cada ano e investem em novos materiais e design. Uma parte de todo esse esforço foi mostrada no 5º Salão do Móvel Brasil, que aconteceu em Gramado (RS), entre os dias 5 e 8 de março. Mais de 170 expositores ocuparam os quase 28 mil quadrados da feira, fechada para lojistas e profissionais.
A vedete deste ano, sem dúvida, foi a fibra, seja natural ou sintética. Ela pode ser vista em sofás, camas, mesas, cadeiras, chaises longues e poltronas, sozinha ou misturada a outros materiais, como madeira, aço e acrílico.
Outras misturas como madeira e aço, acrílico e couro, fibra e alumínio em criações ousadas ganharam espaço no Salão. Ousadia constatada também no desenvolvimento de novos materiais. Exemplo são os tecidos tratados com o processo Fiducia, que garante maior resistência e menor absorção de líquidos. Qualquer tipo de sujeira derramada no estofado pode ser retirada com papel-absorvente, que suga o líquido, sem deixar manchas. A textura desse tecido também é imune as rasgos de patas de animais e desgastes normais cotidianos.
Nas estampas predomina a geometria, que já estava em evidência há algum tempo. No design, formas quadrados, linhas retas e limpas tanto em móveis para interiores como para áreas externas. Mas os móveis clássicos e os de estilo mais rústico também estavam lá, garantindo a opção de quem prefere não arriscar no novo. n
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