Não é novidade que a pílula anticoncepcional mudou o modo como mulheres e homens passaram a se relacionar. Elas começaram a ter mais liberdade para escolher se queriam ou não ter filhos e quando isso deveria acontecer. Como consequência, também puderam decidir se queriam ou não se prender a um relacionamento e se o sexo seria algo apenas casual. Mas, depois de tanto embate, afinal, o que querem as mulheres?

Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), confirma que a perspectiva das mulheres vem mudando, com uma nova forma de viver os afetos graças à liberdade sexual.

"A pílula anticoncepcional é um marco para a mulher, que dividiu o sexo entre o reprodutivo e o por prazer. Ela está livre para fazer sexo sem estar comprometida e o compromisso afetivo não é mais pré-requisito para o sexo. A independência financeira também é um fator que faz com que a mulher tenha mais liberdade para exercer sua sexualidade, já que não precisa ficar presa a um casamento por causa do sustento. Porém, o que as mulheres ainda esperam é ser amadas e desejadas, em todos os níveis – físico e emocional."

Leia mais na reportagem de Érika Gonçalves, Bruna Quintanilha e Karla Matida na FOLHA DA SEXTA

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