‘‘A solidão de ser sozinho às vezes até que é boa. Posso ficar num canto tranquilo quando quero, sem ninguém para me atrapalhar. Por outro lado, sofri muito quando era criança, por não ter ninguém para brincar, brigar, ser amigo, enfim fazer coisas que irmãos fazem juntos. Até hoje, eu sinto muita falta disso. Gostaria de ter um irmão mais velho, ou pelo menos, da minha idade, para que pudéssemos sair juntos, estudar e conversar. Além disso, acho que meus pais dividiriam mais a atenção deles e não ficariam tão preocupados comigo. Vejo amigos meus que têm irmãos, é totalmente diferente, os pais não ficam tão ligados. Os filhos acabam tendo um pouco mais de liberdade’’, Lutembergue Negrão Vieira de Freitas, 15 anos, estudante.


‘‘Não gosto de ser filha única. Hoje até que estou mais acostumada, mas quando era criança não gostava de jeito nenhum. Não ter com quem dividir as coisas, ou simplesmente conversar, é muito ruim. Quando viajo sempre levo um primo ou prima comigo para não ficar sozinha. As desvantagens de ser filha única são muitas. Acho que não sou muito mimada, não. Pelo menos, é o que as pessoas dizem, mas nem sempre é fácil lidar com determinadas situações. Acredito que o fato de ser até certo ponto independente ajuda um pouco. Porém, acho que se tivesse irmãos seria mais fácil. Por isso, quando casar, quero ter uns quatro filhos, acho que deve ser legal uma família grande’’.
Heloísa Pinheiro Piccinin, 17 anos, estudante.

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