Antes de fazer a matrícula dos filhos Luís Henrique, 7 anos, Francisco, 5, e Joana, 3, o oficial de justiça Clécio Luis Marchese e a esposa, a assessora pedagógica Rosana Daliner Acosta Marchese, fizeram questão de marcar um horário com a diretora para sanar todas as dúvidas e conhecer a fundo a escola. E, entre os questionamentos, o casal quis conhecer a proposta pedagógica da instituição para verificar se o método condizia com o perfil da família.
''Conhecer a proposta é importantíssimo para não haver surpresas ou decepções, principalmente na fase da alfabetização. O método deve atender ao que os pais mais priorizam na formação dos filhos. É preciso ter clareza nos objetivos para depois selecionar a escola'', afirmam os pais.
Na visão deles, ''se a preocupação maior for a aprovação no vestibular, é necessário desde cedo buscar uma escola conteudista que atenda a esta necessidade''. Já no caso de o vestibular não ser a única meta, o casal defende que é interessante recorrer a uma escola que proporcione uma educação integral com formação ética, afetiva, solidária e menos consumista.
O fato de Rosana trabalhar na área da educação influenciou no momento de escolher a escola dos filhos. ''Tenho muito contato com escolas e professores. Mas acredito que somente referências não são suficientes. Visitar o local é fundamental. Acho importante levar as crianças para conhecer o local que passarão a frequentar'', pontua a mãe, ressaltando que observou atentamente o espaço físico, organização e limpeza do local, materiais didáticos utilizados, rotina das crianças, formação do corpo docente e a proposta pedagógica aplicada.
Além disso, outra preocupação foi verificar se a teoria era realmente aplicada na prática. Para Rosana, o método adotado pelo Instituto de Educação Infantil e Juvenil (IEIJ) - que foca nos estudos do teórico Jean Piaget - pesou bastante na escolha. ''A escola prioriza a experimentação, desenvolve autonomia e desafia o aluno a buscar resposta para os seus problemas. Nos identificamos com a proposta'', destaca.
De acordo com a orientadora educacional e pedagoga Luiza Leonor Cavazotti e Silva, o IEIJ busca respeitar o processo natural de aprendizado do aluno. ''Aqui o professor questiona e suscita a reflexão. Estimula a experimentação e a discussão com muito trabalho de campo'', afirma, acrescentando que cada escola se baseia em um corpo teórico e que as práticas se modificam de acordo com o nível de desenvolvimento da criança. (P.C.B.)

Imagem ilustrativa da imagem Método adequado ao perfil da família
| Foto: Marcos Zanutto
Clécio e Rosana Marchese com os filhos Luís Henrique, 7, Francisco, 5, e Joana, 3: opção por uma escola que estimula a experimentação e a discussão
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