Meios de expressão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de agosto de 1997
Cleide Cavalcante Agência Estado 
IlustraçãoPouco difundida no Brasil, a Comunicação Alternativa tem contribuído significativamente para o relacionamento de deficientes incapacitados de se expressar por problemas diversos, provocados por doenças ou acidentes. Os recursos disponíveis nesta área vão desde simples pranchas de comunicação até softwares de comunicação com voz sintetizada. Em entrevista à Agência Estado, a especialista Nádia Browning Gill, do Thames Valley Childrens Center, do Canadá, explica que, na Comunicação Alternativa, estão formas já existentes de comunicação como o choro, a vocalização, o olhar, o sorriso e, também, as alternativas, entre elas, a linguagem dos sinais.
Em diversas formas de comunicação, existe a necessidade da habilidade motora, limitando, assim, a possibilidade do deficiente motor de se comunicar, explica Nádia. Por isso, os símbolos gráficos abrem as portas da expressão, uma vez que eles têm condições de representar todo o vocabulário necessário para a comunicação. Por exemplo: casa, gostar, querer, triste, etc. O deficiente motor aponta - usando o dedo, o punho, o olhar, a ponteira na cabeça -, para o símbolo que indica o que deseja dizer. Os símbolos Bliss, Picture Communication Ols (PCS), Picsyms, Oakland e Rebus são algumas das várias opções de sistemas gráficos.


