Medicina comprova eficiência da equoterapia
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quinta-feira, 02 de setembro de 2004
Simone Albieri<br>Reportagem Local 
Em Londrina, a terapia que tem o cavalo como principal instrumento vem sendo desenvolvida com crianças e adultos há 12 anos. São tantas as utilidades do cavalo para o homem, que a equoterapia foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por se tratar de uma terapia eficiente no tratamento de pessoas especiais, proporcionando benefícios físicos, psíquicos e cardíacos.
A técnica que tem o cavalo como principal instrumento de terapia vem ocupando lugar de destaque em Londrina. Há 12 anos, a Equoterapia Pocotó na Manege Refúgio , dinamiza a técnica com equipe multidisciplinar, atendendo crianças acima de 1,5 ano de idade e adultos.
Esse serviço também é oferecido em Londrina pelo Cela Centro de Equoterapia Liberdade e Alegria, criado pelas fonoaudiólogas Rosa Carvalho e Pollyanna Bernardino, auxiliadas por uma equipe especializada que inclui fisioterapeutas, psicólogos e educadores, atuando também no tratamento de crianças e jovens com problemas de linguagem e emocionais.
A equitadora Dóris Cristino Alho da Silva explica que ''cada caso é um caso'' e daí a importância do praticante estar sendo auxiliado por profissionais integrados à técnica: ''Trabalhamos em quatro: eu (Dóris), que sou formada em Educação Física e ministro a sessão, uma fisioterapeuta, uma auxiliar e um condutor além da interação com os profissionais que atuam externamente, como terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos e ortopedistas''.
Benefícios Hoje, a equoterapia é mais uma forma de tratamento clínico. ''O movimento tridimensional (laterais, para cima, para baixo, para frente e para trás) que o cavalo executa quando se locomove, trabalha com todo o sistema muscular o que não ocorre com nenhum aparelho. Nos 30 minutos de equoterapia, o aluno executa de 1,8 a 2,2 mil deslocamentos, que atuam diretamente no sistema nervoso simpático, aquele responsável pelas noções de equilíbrio, distância e lateralidade'', explica Dóris, que também já buscou aprimoramento fora do país, como técnicas desenvolvidas na Bélgica, na Itália e em Portugal.
Os cavalos de equoterapia passam por uma escolha rigorosa em que se destacam os animais extremamente dóceis e de andamentos harmoniosos, indicados para autistas, síndrome de Down, paralisisa cerebral, retardo mental, enfartos, problemas circulatórios, de surdez, de cegueira, coluna, psíquicos, cardíacos, ausência e deformidades de membros.
Os benefícios físicos mais rapidamente encontrados são: equilíbrio e postura; coordenação de mãos e olhos; tonicidade da musculatura; orientação temporo-espacial; paciência; lateralidade; melhorias na voz e pronúncia de palavras em função da respiração correta, além dos psíquicos: aceitação de risco; soltura e independência; responsabilidade; controle emocional; confiança; e trabalho em equipe.


