Medicamentos e implantes
A associação do uso de remédios para o tratamento da calvície masculina com a disfunção erétil é um dos temas bastante discutidos e geradores de dúvidas. De acordo com o médico Luciano Barsanti, existem trabalhos e pesquisas realizados com Finasterida, medicamento sintético aprovado pela Anvisa para o uso específico na calvície, que mostram uma realidade otimista.
Os resultados dos estudos demonstraram que durante um ano de uso do remédio houve diminuição do interesse sexual em 1,8% dos pesquisados. Na mesma pesquisa, 1,3% dos indivíduos que tomaram placebo (remédio sem efeito) apresentaram o mesmo efeito colateral. A disfunção erétil foi constatada em 1,3% dos pesquisados, enquanto que 1% dos que tomaram placebo apresentaram o mesmo efeito colateral. Alterações de ejaculação foram descritas em 1,2% dos que tomaram o medicamento, e 0,7% dos que utilizaram o placebo.
Dessa forma, o médico conclui que o fato de o número de homens pesquisados com efeitos colaterais ser bem próximo dos que utilizaram placebo, além de tratar-se de um universo pequeno, é provável que o efeito psicológico exerça um papel importante no desenvolvimento de problemas sexuais.
Outra indicação, de acordo com o especialista, são os medicamentos fitoterápicos. ''Já existem alternativas de substâncias derivadas de plantas que podem ser administradas oralmente ou diretamente no couro cabeludo, com ótimos resultados e sem efeitos colaterais indesejáveis'', indica.
Quanto ao implante capilar, o médico alerta que por tratar-se de uma cirurgia irreversível, é preciso sempre ter uma indicação precisa. Entre os cuidados necessários, o paciente deve ter idade acima de 30 anos e possuir área doadora (atrás da cabeça) com fios suficientes para o procedimento cirúrgico. A área receptora do implante deve estar saudável e em boas condições de circulação sanguínea. ''Quase todo cabelo implantado cai e volta a crescer novamente, não caindo mais. O cabelo que não foi implantado, que já existe, pode cair, dependendo da informação genética do paciente'', informa o médico. ''Mesmo após a cirurgia, é necessário cuidado e acompanhamento médico'', orienta.
(E.S.)





