Medicamentos e efeitos colaterais
Nos Estados Unidos, cerca de 500 mil crianças estão usando medicamentos para a depressão. O Instituto Nacional de Saúde Mental daquele país aponta que a 6ª causa de morte entre as crianças americanas é o suicídio. A criança em depressão não vê saída para seu problema, se sente presa numa armadilha. No Brasil, são escassas as pesquisas na área.
No tratamento para crianças depressivas são usados os mesmos medicamentos que os recomendados para adultos. A posologia pode variar, dependendo do peso do paciente. Também nos Estados Unidos constatou-se que menos de 2% dos remédios para o combate à depressão foram testados em crianças e, por isso, tornam-se necessárias mais pesquisas na área.
São os efeitos colaterais que preocupam os pais. Em cada criança esses efeitos podem se manifestar de formas diferentes. O paciente pode apresentar tonturas, boca seca, dor de cabeça e os olhos não ficam lubrificados o suficiente, dando a sensação que há areia neles. Só a bula assusta qualquer um, tantas são as recomendações e precauções contidas. O monitoramento desses efeitos colaterais pelo médico é imprescindível.
Os especialistas afirmam que os medicamentos atuam sobre a serotonina - substância que regula o comportamento - fazendo com que o nível dela volte ao normal. Os profissionais contrários ao uso dos triciclos em crianças, alegam que a longo prazo podem até prejudicar o desenvolvimento intelectual do pequeno paciente. Há que ressaltar também a grande aliada na cura do problema, a psicoterapia. Com o trabalho psicoterápico, o tempo de tratamento pode ser reduzido.





