Me sinto mais segura
Filha e irmã de militares, a advogada Luciana Magno conta que sempre teve vontade de aprender uma arte marcial. Há um ano e meio ela começou os treinos de muay thai e não parou mais. Aliás, parou alguns meses quando quebrou o tornozelo, mas conta que não deu sossego ao médico enquanto não voltou para a academia.
"Eu sempre gostei de lutas, assistia as lutas do Mike Tyson com o meu pai. Meu marido praticou judô, mas eu já havia pensado no muay thai. Entrei na academia para ganhar condicionamento físico e depois mudei para a luta. Acho um esporte completo, excelente tanto para o físico quanto para a alma, pois ensina disciplina e respeito. Também aprendemos a nos defender e a viver de forma pacífica", destaca.
Luciana diz que não tem a intenção de competir, mas pretende alcançar a graduação máxima dentro do esporte, além de aprender a se defender. Carioca, ela afirma que se mudou para Londrina em busca de mais qualidade de vida e, embora tenha encontrado uma cidade mais tranquila, já teve o carro arrombado e sofreu duas tentativas de assalto antes de começar as aulas.
"Com o muay thai me sinto mais segura, embora na academia eles digam para não reagir. É algo eficaz desde que a gente não esteja sob a mira de um revólver. Em uma balada, se alguém chegar de forma desrespeitosa, é preciso mostrar por meio de linguagem corporal que não estamos a fim. Também me sinto preparada para defender outra pessoa, caso necessário. Na verdade, acho que o homem não espera que a gente reaja, se for fisicamente, menos ainda. Mas acredito que as mulheres que buscam aprender defesa pessoal sejam mulheres de personalidade mais forte", destaca. (E.G)






