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A grande maioria das madeiras de demolição é derivada da peroba-rosa, espécie que chegou a ser símbolo da região de Londrina e hoje está praticamente em extinção. "Essa era uma madeira muito abundante na nossa região durante a colonização, por isso, a maioria das construções daquela época era feita desse material", explica o arquiteto Thiago Zani.
Nas décadas de 1940 e 1950, segundo o arquiteto, boa parte dessas construções começou a ser trocada por casas de alvenaria, devido ao novo código de obras, possibilitando assim um reaproveitamento desta madeira. "Infelizmente nossa região não aproveita muito o material. Grande parte dessa madeira está sendo vendida para outros estados e países."
De acordo com Zani, mais do que uma madeira nobre, Londrina perde parte de sua história com a ausência do material. "Estamos perdendo um patrimônio da nossa região", observa.
Zani afirma que em Londrina há vários lugares onde é possível encontrar madeira de demolição de peroba-rosa em perfeito estado de reutilização. Porém, lembra que é preciso "respeitar" as particularidades do material. "Muitas vigas já têm algumas marcas, encaixes e recortes, e algumas pessoas veem isso como defeito. Na verdade, esta é uma característica própria, que torna a madeira de demolição mais interessante", diz. O arquiteto garante ainda que nada disso compromete a parte estética do projeto. (B.Q.)







