Discriminação De acordo com a psicóloga, para algumas funções em particular, tais como recepcionistas em convenções, atendentes em geral, o fator imagem/aparência pessoal pesa cerca de 50 a 80%, dentre as qualidades exigidas para exercer essas atividades. ‘‘Para funções consideradas de menor contato com o público, um pesquisador, um analista de programa/sistemas, por exemplo, o que conta é a competência e não a aparência’’, lembra.
Dirce Conte lembra que o marketing pessoal é a marca invisível, intangível e perecível, mas sempre presente, que cada pessoa manifesta na vida pessoal e profissional, gerando no outro um conceito positivo-aproximativo ou negativo-rejeitativo, a seu respeito.
Algumas vezes, a questão da imagem profissional soa um pouco discriminatória. Na verdade, de acordo com a psicóloga, a questão é de padrões, seja de uma empresa, de uma sociedade, de uma comunidade ou de uma pessoa. ‘‘O padrão social aceita com mais facilidade pessoas bonitas e bem-trajadas, que passam a idéia de sucesso, vitalidade e asseio (padrão Globo, por exemplo). As empresas também tem os seus padrões, visando agradar mais aos clientes e obter mais rentabilidade. Todo padrão é discriminatório daquilo que não se encaixa nele, e não é discriminatório daquilo que exige’’, diz.

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