É em busca do prazer que um número cada vez maior de pessoas vem aderindo ao charme e ao sabor dos charutos. Um verdadeiro hit nas décadas de 20 e 30, eles foram a marca registrada de personalidades famosas como o mafioso Al Capone e o presidente Winston Churchill. E hoje ganham espaço nos bares, restaurantes, tabacarias e lojas de conveniência das principais cidades brasileiras.
A explicação, para os adeptos do tabaco, é bem simples. Segundo eles, não há nada mais relaxante e indispensável para um bom papo do que uma caixa de charutos. E os números também parecem comprovar o que se diz. Somente ano passado, Cuba, o berço dos grandes produtores, chegou a exportar 103 milhões de charutos para o mundo inteiro. Só a Espanha importou 33%, enquanto o Brasil participou com aproximadamente 3% do total, mostrando que fumar charutos deixou de ser um prazer só da elite.
Com uma coleção que totaliza 12,5 mil unidades de diferentes marcas e bitolas, o hoteleiro Alceu Vezozzo Filho é um dos maiores aficcionados por charutos em Curitiba. Ao todo são 500 caixas vindas das mais diferentes partes do mundo, mas principalmente de Cuba. Preferência que o colecionador não tem dificuldades para explicar. ‘‘As folhas do tabaco são plantadas na região de Vuelta Abajo, em Cuba. Lá, as condições do clima e do solo produzem uma folha única, garantindo qualidade e aroma inigualáveis’’.
Integrante da Confraria Los Puros, criada em 1995, Vezozzo transformou o hábito e o prazer de fumar charutos em negócio. E hoje é um dos maiores importadores de charutos do Brasil. ‘‘A projeção para 1998 é que sejam importados 180 milhões de charutos em todo o mundo. Deste número, 10% pela minha empresa’’.

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