Manias de torcedoras
Como todo torcedor, as mulheres que acompanham o mundo do futebol colecionam manias. A funcionária pública Aline Chalegre, por exemplo, é cheia de superstições. "Gosto de assistir aos jogos sozinha. Fico nervosa e não gosto de ninguém dando palpite", conta. Já durante as partidas, Aline vive um verdadeiro ritual. "Fico sempre inclinada para frente, pronta para gritar gol. Além disso, vejo o jogo com o controle remoto na mão. Quando o time está atacando aumento o volume e quando está sendo atacado abaixo. São umas maluquices", diverte-se.
A arquiteta Melyne Berbel também tem seus costumes. "Gosto de ver os jogos perto de outros flamenguistas, quando não posso prefiro assistir sozinha. De preferência longe do namorado (que é corintiano) para não dar sorte ao azar." Apesar de não ter nenhuma outra mania, Melyne confessa sempre fazer uma reza antes dos jogos. "É de praxe."
Já a veterinária Kelly Bertassoni afirma que vê os jogos do São Paulo em bares na companhia dos amigos. "Só quando é uma partida muito importante vejo em casa porque fico muito nervosa." Ela admite não ser tão supersticiosa, mas nem por isso deixa de ter suas crenças. Tanto que já comprou uma nova camisa da Seleção para acompanhar a Copa do Mundo. "A de 2010 deu azar", justifica. Kelly também fica pessimista ao ver o São Paulo jogando de meião preto. "Odeio, pois sempre perde."
Apesar de terem nos times do Rio de Janeiro e São Paulo a grande paixão, as torcedoras adotaram o Londrina Esporte Clube (LEC) como segundo time. "Com o Londrina tenho a oportunidade de ir ao estádio", comenta Aline. Kelly também é fã do Tubarão e acompanhou de perto as últimas campanhas do time londrinense. "Acho legal, pois reúne além dos próprios torcedores do LEC, são paulinos, corintianos e palmeirenses", valoriza. (B.Q.)






