Mamãe bem nutrida
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quinta-feira, 25 de março de 2004
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Manter uma alimentação saudável e cuidar do peso é uma preocupação comum hoje em dia. Além de colaborar com a boa aparência, tais hábitos garantem saúde e bem-estar. No caso de mulheres grávidas ou em fase inicial de amamentação, a preocupação com o que vai à mesa é fundamental para manter a nutrição da mãe e o desenvolvimento do bebê. A alimentação nas duas fases deve ser aquela que todo mundo sabe que faz bem: com muita verdura, legumes, frutas e cereais, algumas massas e carnes, pouca gordura e açúcar. Mas alguns cuidados são importantes para garantir que tudo ocorra bem.
A nutricionista Sandra Maria Rodrigues Fernandes, diz que é muito comum as mulheres se preocuparem com a alimentação durante a amamentação, mas poucas se cuidam durante a gestação. ''Devido às mudanças fisiológicas ocorridas, a mulher precisa de uma alimentação adequada. Mas isso não significa comer mais, ou comer por dois, como faz a maioria. Significa comer bons alimentos'', ensina. O ferro nessa hora é a maior preocupação dos médicos, na tentativa de evitar a anemia, problema comum entre gestantes e lactantes. ''Carnes vermelhas e leguminosas são os alimentos mais ricos em ferro e devem fazer parte do cardápio diário da mulher'', recomenda.
Cálcio e ferro Mas não basta simplesmente ingerir o ferro, ele precisa ser absorvido pelo organismo. A má combinação dos alimentos pode comprometer a nutrição. Sandra afirma que o cálcio impede a absorção do ferro e deve ser ingerido em horários distintos. ''O cálcio também é importante para a mãe e o bebê, mas não pode ser misturado com o ferro. Como a fonte mais comum de cálcio é o leite e derivados, o ideal é ingeri-lo no café da manhã ou durante os lanches do dia. não adianta comer carne e legumes no almoço e depois tomar um iogurte de sobremesa que o ferro vai todo embora'', avisa. Alimentos com cafeína e refrigerantes também comprometem a absorção da vitamina e devem ser retirados das refeições.
Fazer uma refeição com leite e cereais antes de dormir também é importante nessa fase. Isso porque o feto continua captando glicose mesmo durante o sono da mãe e, se ela não estiver com uma taxa razoável do composto no sangue, pode ocorrer uma hipoglicemia. Alimentos ricos em fibras, como algumas espécies de frutas e cereais integrais ajudam a regular o intestino e diminuir a sensação de prisão de ventre, comum durante a gestação. ''Muitas mulheres reclamam de mau funcionamento do intestino. Isso acontece tanto pelo peso que a barriga exerce como pelas auterações hormonais típicas. Comer alimentos ricos em fibras é fundamental'', comenta.
Controle de peso Outra preocupação durante a gestação é o ganho de peso. A nutricionista diz é saudável que a mulher ganhe de 1 quilo e meio a 2 quilos por mês, a partir do quarto mês da gestação. ''Muitas mulheres usam a gravidez como desculpa para o ganho de peso exagerado. Se a alimentação for correta, o ganho de peso não será excessivo. O ideal é que a futura mamãe não esteja acima do peso antes de engravidar e aumente sua dieta em 300 kcal por dia, em média, durante a gestação'', afirma. Além de serem alvos mais fáceis para hipertensão e complicações gerais, as mães que engordam demais podem prejudicar o bebê, que pode nascer com excesso de peso também. Exercícios físicos também são obrigatórios para a saúde e o controle do peso. Desde que recomendados pelo médico, eles só trazem benefícios para a mãe e para o bebê.
Passada a gravidez, vem a época da amamentação, que deve ser a única fonte de alimento do recém-nascido até os seis meses de idade. ''Tendo o leite materno, o bebê ele não precisa de sucos, chás, água, nada. Além de ser muito nutritivo, evita cólicas e aumenta os laços afetivos entre mãe e filho'', lembra Sandra. E o leite é formado por aquilo que a mulher come. Portanto, durante a gravidez e a amamentação, o álcool está proibido. ''Durante a gravidez, é impossível beber e garantir a saúde do feto. Agora, se a mãe não conseguir ficar sem a bebida, ela está liberada na época da amamentação, desde que em pequenas quantias e em horários distantes das mamadas, para evitar que o álcool não esteja no leite'', ensina.
O ferro e o cálcio, como na gravidez, continuam sendo importantes na amamentação. Amamentar exige muito do organismo feminino e a anemia continua sendo uma inimiga. A mãe, que antes consumia 300kcal a mais por dia, nesta nova fase fase precisa ingerir 500kcal, seguindo sempre uma dieta saudável e rica em fibras, verduras cruas, carnes e massas. ''A mãe precisa estar bem alimentada porque, como o leite é sempre bom e a mãe tenha poucos nutrientes, eles irão todos para o leite e ela corre o risco de sofrer alguma deficiência'', alerta a nutricionista. A perda do peso adquirido na gravidez não precisa ser um problema nessa hora. Ao final de seis meses de amamentação, o corpo da mulher volta a ser o que era antes, desde que ela siga as dicas de boa alimentação.
Esse esses pequenos mas valiosos detalhes garantem uma gravidez tranquila, um bebê saudável, a chance de ter o corpinho de volta e, quem sabe, adquirir melhores hábitos melhores de vida. n


