Aos 9 anos de idade, a corretora de seguros Kátia Pastorello do Amaral, hoje com 42 anos, ingressou no Movimento Bandeirante, muito mais popular naqueles dias. ''Não tinha muita opção de diversão naquela época e, por isso, muitas moças participavam do movimento para ter o que fazer e conhecer gente'', explica. Quando resolveu fazer faculdade, Kátia abandonou o grupo e só voltou 13 anos atrás, na tentativa de levar a filha. ''Mas sempre senti falta dos encontros e sinto muito minha filha não ter decidido se tornar uma bandeirante também. Hoje participo de algumas coisas como voluntária, porque se você é bandeirante uma vez, você vai ser bandeirante para sempre'', comenta.
E o que ela aprendeu nos tempos de menina-guia esse é o nome internacional do movimento Kátia, mãe do dois filhos adolescentes, garante que usa até hoje. ''Sou uma pessoa atenta, previdente. Você nunca vai me ver sair de casa sem beber água e ir ao banheiro, porque a gente nunca sabe o que vai acontecer.
Para ela, participar do movimento é se diferenciar dos demais. ''As pessoas acham estranho essa coisa de usar uniforme, mas se você for a uma lanchonete e observar as roupas dos adolescentes, vai ver que eles estão uniformizados também. Com a mesma calça, mesmo tipo de camisa e mesma marca de tênis. A diferença é que eles não se dão conta disso. Para mim, ser bandeirante é não servir de massa de manobra. A gente pensa com a própria cabeça e não se deixa influenciar. Essa moda de ser ecologista, por exemplo, o bandeirantismo já prega desde sua fundação'', garante. (H.F.)

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