Mal silencioso
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de maio de 2000
Da Redação 
Para muitas mulheres a vida começa depois dos 45 anos, quando os filhos já estão crescidos e a aposentadoria se aproxima, surgindo a oportunidade e a liberdade de fazer aquilo que sempre sonharam. Entretanto, para aproveitar essa fase é fundamental gozar de boa saúde. Embora algumas doenças estejam fora do nosso controle, conhecer o funcionamento do corpo amplia as possibilidades de prevenção e tratamento de muitas patologias, desde que medidas adequadas sejam tomadas no momento certo.
Uma dessas doenças é a osteoporose, que consiste no enfraquecimento dos ossos. Se esta deterioração não for tratada a tempo, o esqueleto torna-se extremamente frágil e alguns ossos poderão sofrer traumas devido a pequenos impactos. Embora o processo de perda óssea se inicie gradualmente na faixa dos 34 a 39 anos, é tão lento que pode levar anos para apresentar os sintomas. As mulheres, de um modo geral, correm maior risco de desenvolver osteoporose que os homens porque depois da menopausa, elas apresentam uma rápida perda óssea devido à diminuição da produção de estrógeno.
Sem esse hormônio, os ossos perdem cálcio, um de seus mais importantes componentes. A mulher que teve menopausa antes dos 45 anos corre mais riscos de desenvolver a doença. Além da menopausa, outros fatores podem causar a redução da quantidade de estrógeno no organismo como, por exemplo, a histerectomia. Mulheres que fumam ou que consomem bebidas alcoólicas exageradamente, também podem ter perda óssea acelerada. A falta de exercícios físicos, regime alimentar e hereditariedade são os fatores que podem levar à doença.
Alguns problemas de saúde, como por exemplo, uma glândula tireóide hiperativa, doença do fígado ou aneroxia nervosa podem causar osteoporose. Além disso, alguns medicamentos, tais como esteróides, quando utilizados por longo tempo, podem causar um efeito prejudicial aos ossos. Os esteróides são frequentemente recomendados nos tratamentos a longo prazo de asma e afecções como artrite reumatóide. Portanto, as mulheres devem ficar atentas sobre esse fato. Aquelas que se enquadram nessa situação devem tomar cuidados redobrados.
Indolor Geralmente, a perda óssea é um processo indolor, até o momento em que ocorre uma fratura. Desta forma, as mulheres não imaginam que possam ter osteoporose até que, de repente, aos 50 ou 60 anos vão se dar conta dela. Como é impossível desacelerar a marcha do tempo ou alterar os efeitos que o envelhecimento provoca no organismo, deve-se tomar providências para reduzir os riscos de desenvolver essa doença.
Para as mulheres que ainda não pararam de fumar pelo bem dos pulmões, do coração e da circulação, a osteoporose é mais uma razão para isso. É fundamental também a prática diária de exercícios físicos. Não é preciso se exercitar vigorosamente. Um passeio diário com o cachorro é muito melhor que uma extenuante partida de tênis uma vez por semana. O cuidado com a alimentação também é importante. Uma das maneiras de reduzir o risco de desenvolver a doença é, antes de mais nada, ter um esqueleto forte. Depois dos 25 anos anos, os ossos param de crescer, necessitando de uma ingestão maior de cálcio para se manterem fortes.
Uma alimentação rica em cálcio precisa incluir leite (integral ou desnatado), queijo, iogurte, pão, sardinhas, brócolis e ovos. Outras fontes alimentícias ricas em cálcio incluem salmão, espinafre, soja, amendoim e todos os produtos lácteos. Para a maioria dos adultos, recomenda-se a ingestão diária de 1.000mg de cálcio, mas as mulheres que já passaram da menopausa devem aumentar a ingestão para 1.500mg. Já existem exames que detectam o enfraquecimento dos ossos, portanto, é importante procurar orientação médica. Afinal, a prevenção ainda é a melhor solução para evitar doenças graves.
Fonte: Merck Sharp & Dohme


