Mais que diversão
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Em todas as escolas a educação física compõe o quadro de matérias dos alunos, no qual os 60 minutos são reservados à prática de várias atividades. Acontece que, de momento de lazer, essa aula vem tornando-se uma grande aliada dos professores dentro da sala de aula.
Segundo a diretora educacional da escola Interativa, Kellen Martins Escaraboto, o trabalho nos últimos anos com essa disciplina não é mais tão tradicional como antes, em que os alunos jogavam vôlei, futebol, basquete.
"A educação física hoje é pensada para os alunos desde a educação infantil, a partir de 1 ano de idade. A criança precisa de todo desenvolvimento. Se o andar, o falar, o pular não forem bem instrumentalizados, o cérebro não permite alguns tipos de aprendizado. Aqui na escola chamamos está disciplina de aula de movimento", diz a diretora.
Ainda segundo Kellen, o trabalho do professor de educação física está em sintonia com os demais mestres e, ainda conforme ela, esquema corporal, dança, organização de movimento bem como o ritmo corporal ajudam no ritmo da leitura. A educação física, frisa a professora, precisa estimular o aluno.
"Aqui vamos inserindo jogos para trabalhar a socialização, ensinar a importância de saber ganhar e perder, entre outras tantas coisas importantes. Essa aula precisa ser um aprendizado, não pode ser entendida como uma aula complementar, ela precisa ser curricular", comenta.
De aula de lazer a matéria de grande importância na grade curricular, Kellen explica que essa mudança de filosofia aconteceu devido a estudos realizados com a intenção de estimular os alunos. Conforme ela, o grande desafio é ver a instrumentalização dessa aula com a área da saúde.
"É mostrar que é mais prazeroso fazer uma aula dessa do que ficar o dia todo na frente do computador, da TV ou vídeo game. É preciso sair do conceito de que a aula de educação física é apenas recreativa. Hoje durante essa aula conseguimos ter discussões sobre temas importantes, como a pirâmide alimentar, e até discussões políticas, como a proibição de lanches não saudáveis nas cantinas escolares", explica.
Estímulo físico e mental
Há sete anos o professor de educação física Rafael Cunha trabalha a disciplina de uma forma longe de ser "o físico pelo físico". Em suas aulas, nas quais os alunos praticam circuíto, jogos, esporte, ele busca também trabalhar a conscientização, fazendo com que o aluno saiba o que vai acontecer com o seu corpo praticando atividade física.
"Trabalhamos também com os professores das outras disciplinas, afim de desenvolver vários lados. Se um professor de ciências está ensinando sobre sistema muscular, na minha aula vamos trabalhar força. Se os alunos estão aprendendo sobre alimentação, eu vou falar disso dentro do esporte. Temos discussões relacionadas a tudo que eles estão aprendendo em sala de aula", esclarece.
As modalidades aplicadas na aula, explica Rafael, são escolhidas dentro de diretrizes e, afirma ele, são 100% aprovadas por professores, alunos e pais. Ainda conforme o professor, a estimulação das crianças é muito importante, e isso pode ser ensinado de várias maneiras, trazendo como benefícios ensinamentos como espírito de grupo, o respeito aos limites e necessidades ao próximo, identificação de pequenos líderes etc.
"As crianças hoje precisam ser estimuladas. Elas passam muito tempo dentro de casa, vivendo na frente de computador, celular, televisão. E para isso a educação física não pode ser o físico pelo físico", completa ele.




