A dona de casa Nancy Bueno, 74 anos, sempre sentiu receio de ter problemas de audição com o avançar da idade. Há dez anos, porém, uma situação chamou a sua atenção, deixando-a ainda mais em alerta. ''Fui acompanhar uma senhora no médico e ela não entendia o que as pessoas falavam. Percebi que a pessoa se torna motivo de gozação e eu não queria isso para mim. Saí de lá preocupada'', relata.
Ela destaca que naquela época já estava começando a sentir um pouco de dificuldade para escutar e, por isso, marcou uma consulta com o otorrinolaringologista. ''O médico falou que o meu problema era muito pequeno e que não precisava de nenhum tratamento'', lembra Nancy, que ainda assim passou em uma loja de aparelhos auditivos e experimentou alguns modelos para ver como se sentia. ''Consegui ouvir melhor com o aparelho e fiquei maravilhada. Mas não comprei, pois não havia indicação médica'', diz.
Com o passar dos anos, e percebendo que o seu problema de audição estava se agravando, ela voltou ao médico. ''Aí sim ele indicou o aparelho e tudo melhorou para mim. Uso dos dois lados o dia todo. Só tiro para dormir'', destaca Nancy, que hoje tem cerca de 60% de audição no ouvido esquerdo e 90% no direito.
Foco na prevenção
Apaixonada por música, a aposentada Maria Eneida Fabian Holzmamn, 74, sempre teve vontade de cantar, mas foi só há cerca de seis anos que decidiu investir no sonho. ''Comecei a fazer aulas de técnica vocal e passei a cantar em um coral'', afirma.
Apesar da voz ter sido um instrumento de trabalho durante 25 anos - tempo em que atuou como professora -, Maria Eneida conta que nunca teve problemas com a saúde vocal. ''Sempre fui muito cuidadosa. Procuro ingerir bastante líquido. Apresentei um pouco de rouquidão há um tempo, logo procurei o médico e passei por um exame detalhado (laringoscopia). Não foi diagnosticado nenhum problema. A rouqidão aconteceu em um período que estava me apresentando bastante com o coral'', observa.
E como a prevenção é sempre o melhor caminho, Maria Eneida está passando por sessões de fonoaudiologia para trabalhar e fortalecer a voz. A fonoaudióloga e musicista Caroline Meneses, professora da Unopar, explica que o foco das sessões são exercícios para fortalecer e melhorar a mobilidade das pregas vocais, aperfeiçoar a capacidade respiratória e coordenar a fala e a respiração.

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Nancy Bueno, 74 anos, passou a usar aparelho auditivo: ''Tudo melhorou para mim''
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Maria Eneida Holzmamn, 74 anos, faz sessões com a fonoaudióloga Caroline Meneses: fortalecimento da voz