Os enfeites e as luzes que tomam conta da cidade nesta época do ano encantam e mexem com o coração de pessoas de diferentes realidades e faixas etárias.
Os tradicionais símbolos do Natal - Papai Noel, trenó, boneco de neve, árvores iluminadas, presentes, entre outros - fazem da festa uma ocasião cheia de magia. Para muitas famílias, no entanto, o significado vai além. Apesar de toda a modernidade, o espírito cristão e a tradição passada entre gerações falam mais alto.
É o caso da arquiteta Karina Kreling Ozório e do marido, o administrador Sérgio Garcia Ozório. O verdadeiro sentido do Natal, para eles, sempre foi o nascimento de Jesus. Católicos praticantes, o casal começa a se preparar para a festa do dia 25 de dezembro pelo menos um mês antes. Os filhos Arthur, 12, Vitor, 9, e Mateus, 7, participam de toda a preparação e já entendem o significado religioso da data.
''O grande presente é o nascimento de Jesus e passamos isso para eles. Temos em casa a coroa do Advento (período em que os cristãos se preparam para o Natal. São colocadas quatro velas referentes às semanas que antecedem a data). A gente se reúne semanalmente em família para acender uma vela e fazer oração'', conta Karina.
Ela acrescenta que tem o hábito de montar a árvore de Natal e enfeitar a casa com os filhos. ''A gente ouve músicas natalinas e organiza tudo. É um tempo de alegria e união, mas o foco maior é realmente a fé'', diz.
Outro hábito é reunir a família na ceia do dia 24 e almoço do dia 25. ''Passamos a ceia com a família do meu marido e o alomoço com a minha. Para a ceia, vem até gente de fora da cidade. Fazemos amigo secreto e oração juntos. Priorizamos esse momento e deixamos para viajar somente após o Natal'', conta Karina, destacando que todos os anos vai à tradicional missa do Galo (celebrada na véspera do Natal) com os filhos e o marido.
''Cresci vendo a minha família se reunir no Natal. Fazíamos tudo na casa da minha avó. Quero passar esses valores para meus filhos '', pontua.
E se o assunto é festa natalina, o hoteleiro Bruno Duarte também tem boas recordações. ''Quando era criança a minha mãe se vestia de Papai Noel, chegava com um sino e entregava presentes para a gente. Era muito legal'', recorda animado.
Muitos anos se passaram, várias coisas mudaram, mas o hábito de reunir a família no Natal permanece o mesmo. ''Antes a gente se encontrava na casa dos meus avós. Depois que eles faleceram (em 2004 e 2007), continuamos com as festas, apesar de termos ficado abalados com as perdas'', diz.
Há quatro anos, Duarte assumiu o posto de Papai Noel e faz a alegria da criançada na noite de Natal. ''Tenho quatro sobrinhos. É muito legal ver a empolgação deles. Eles realmente acreditam que é o Papai Noel, tanto que neste ano um deles até me escreveu uma cartinha'', conta.
Na opinião dele, o Natal é uma festa especial e um tempo de renovação. ''Fazemos oração em família e nos divertimos muito juntos. As viagens ficam só para depois do dia 25'', garante, adiantando que este ano as festas vão acontecer na casa da sua irmã, reunindo seus pais, irmãos, sobrinhos e alguns amigos.


Imagem ilustrativa da imagem Mais do que festa e presente
| Foto: Celso Pacheco
Bruno Duarte (primeiro à dir.) com os sobrinhos Fernando e Guilherme, a irmã Fernanda e o cunhado Adélcio: oração e diversão
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Karina e Sérgio Ozório com os filhos Vitor, Mateus e Arthur: celebração da data começa a ser preparada um mês antes



-Um pouco da história