Mais comum em canhotos
A desnutrição é uma das causas da Desordem do Processamento Auditivo Central (DPAC), por isso a incidência é grande em escolas públicas, conforme foi mostrado em pesquisa realizada pela fonoaudióloga Liliane Desigualdo Pereira em São Paulo.
O problema apresenta ainda outras fontes de origem. A incidência de otites (infecções de ouvido) nos primeiros dois anos de vida; hereditariedade (é frequente encontrar pais que tenham tido dificuldades semelhantes em sua juventude). Segundo a fonoaudióloga Márcia Bongiovani, estudos têm comprovado que os distúrbios de aprendizagem e DPAC são dez vezes mais comuns em canhotos.
Ela afirma também que a desordem do processamento é mais comum em meninos. ''O corpo caloso (estrutura no centro do cérebro responsável por interligar os dois hemisférios, esquerdo e direito), o qual está associado com habilidades de leitura e escrita, é muito diferente em mulheres e homens'', afirma. ''Por isso, as mulheres podem ser capazes de integrar informações visuais e auditivas dos dois hemisférios mais efetivamente do que os homens''.
No Brasil, o exame para diagnosticar a doença começou a ser feito a partir de 1996 pela Escola Paulista de Medicina (EPM). (E.P)





