Magreza de risco
O endocrinologista Geraldo Medeiros, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ressalta os perigos de as mulheres perseguirem a imagem de magreza absoluta. ''As Giseles da vida acabam gastando toda a gordura disponível e o organismo vai atrás de proteínas em outras partes do corpo, consumindo também a massa muscular'', explica.
A consequência disso, segundo o especialista, é uma queda no sistema imunológico. ''O corpo passa a ter menos proteínas para produzir anticorpos e a pessoa fica mais sujeita a problemas de saúde.'' Medeiros diz que o mínimo a que se pode chegar de massa de gordura é 10% do peso corporal e as modelos, segundo ele, possuem muitas vezes apenas 5%. ''Dá para ver que não é natural. Ninguém é magro assim sem forçar'', afirma o médico, que prepara o lançamento do livro ''O Gordo Absolvido''.
O ideal é manter um peso que esteja de acordo com o tipo físico de cada um. Por isso mesmo, Medeiros acha que Vera Fischer, por exemplo, tem um corpo ''maravilhoso''. ''Ela deve ter cerca de 15% a 20% de massa de gordura, mas ela tem esse direito, pois já está na faixa dos 50 anos e nessa idade é normal a mulher ganhar mais peso''. (L.X/AE)





