Maestros de uma orquestra afinada
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Karla Matida<br>Reportagem Local 
A maioria dos noivos acredita que só de marcar a data do casamento, reservar a igreja e contratar o bufê já conseguiu resolver quase tudo para uma cerimônia perfeita. ''Mas não é só isso'', avisam as promoters Silvia Baldi e Izabel Pandolfo, que apresentam uma lista com quase três páginas dos mínimos detalhes de um casamento. Acreditem, há itens que são essenciais, mas que muita gente esquece.
''Quanto antes o casal começar a se planejar melhor'', diz a dupla. Há quem inicie os preparativos com até um ano de antecedência, mas em geral, segundo as promoters, o tempo ideal varia entre 8 a 10 meses. ''Os noivos já vêm com a data escolhida, mas até isso a gente pode aconselhar. Festas próximas a feriados podem atrapalhar os planos dos convidados que, por exemplo, estejam pensando em viajar'', lembram.
Como maestros de uma orquestra, promoters têm que cuida para que tudo esteja em total sintonia. ''Chegamos a trabalhar com 50 profissionais num mesmo casamento'', conta a dupla, que precisa tratar de assuntos com o bufê, músicos, floriculturas, fotógrafos e outros serviços. A preocupação das profissinais tem que ser com os mínimos detalhes para que no geral tudo dê certo. ''Se a festa vai ter muitas crianças, planejamos lugares e atividades especiais para elas'', ensinam Silvia e Izabel.
E preocupação é tudo que os noivos menos querem. ''O estresse aumenta quando vai chegando o momento'', explica a dupla de promoters. A dica é ''ter o casamento todo pronto 30 dias antes da data''. Se isso acontece, o único detalhe que falta é receber as confirmações de presença. Com um mês de antecedência, todos os convites já devem ter sido entregues, garantem as promoters. ''Padrinhos de fora da cidade é que precisam ser avisados com mais tempo cerca de três meses para que possam se programar'', dizem. Para os padrinhos da cidade, dois meses são suficientes.
Um mês antes também é a data do chá de cozinha para as noivas. ''É aí que começa a contagem regressiva'', dizem. ''Nós costumamos dizer que o casamento é um programa ao vivo sem ensaio'', definem as maestrinas, que estão se preparando para a altíssima temporada casamenteira. De setembro até janeiro é quando aumenta o trabalho das duas, dos bufês, das floriculturas e todo o aparato de serviços para a hora do sim.
''Muitos noivos gostam de casar em setembro porque querem passar a lua-de-mel na Europa. E também porque é primavera por aqui'', explicam. Os meses de férias, dezembro e julho, também são concorridos, janeiro e maio têm menos procura, mas ainda sim estão entre os mais lembrados pelos apaixonados.
Entre as dicas preciosas das profissionais estão: fazer pesquisas (''conversar com quem já usou o serviço''), sempre negociar contratos (''é bom ter tudo por escrito'') e planejar com antecedência (''há quem cobre taxa de urgência''). Até mesmo para o famoso dia da noiva nos salões de beleza, as duas são cautelosas. ''Não indicamos pacotes muito rebuscados'', ensinam.


