Na hora de comprar ou adotar um animal de estimação, sempre surge aquela dúvida: macho ou fêmea? Há quem diga que as fêmeas sejam mais carinhosas ou que os machos sejam mais difíceis de ensinar. A verdade é que cada um tem as suas particularidades e isso deve ser levado em conta pela família, já que as características do animal interferem diretamente na adaptação dele ao novo ambiente.
Os animais machos têm uma tendência maior de demarcar território, o que é feito através da urina. Conforme o médico veterinário Gilberto Saito, esta característica precisa ser levada em consideração, principalmente pelas pessoas que moram em locais com espaços reduzidos. ''É difícil morar num apartamento com o cachorro fazendo xixi por todo lado. Os gatos usam a caixinha de areia, mas mesmo assim o odor da urina dos machos é mais forte e pode até mesmo incomodar os vizinhos'', alerta.
Geralmente maiores e mais musculosos do que as fêmeas, os machos têm o instinto de perpetuar a espécie, por isso saem mais para passear - se tiverem a oportunidade - e também se envolvem em brigas com mais frequência. ''É preciso tomar cuidado para que o cachorro ou o gato não escape, principalmente se houver uma fêmea no cio pela região'', destaca o veterinário. De acordo com ele, há casos de cães machos que ficam parados ''cuidando'' da porta dos vizinhos que possuem fêmeas no cio.
Se por um lado os machos têm várias características que podem ser vistas de maneira negativa, as fêmeas têm o cio. ''No período fértil a fêmea sangra e se o animal sobe no sofá ou na cama vai acabar sujando o tecido'', orienta. Calcinhas higiênicas podem ser usadas nesta fase, mas o veterinário afirma que o ideal é não deixar o animal todo o tempo com o acessório. ''Existem ainda os anticoncepcionais, que eu não indico porque possuem muitos efeitos colaterais e apresentam uma relação com o aparecimento de infecções uterinas e tumores mamários''. Saito afirma que as cadelas possuem um cio a cada seis meses em média.
No caso das gatas o cio funciona de maneira diferente. O veterinário explica que elas não têm o ciclo reprodutivo constante e que a ovulação acontece durante a cruza. ''Quem mora em uma casa com uma gata que não é castrada ouve constantes miados do animal e recebe sempre a visita de gatos machos'', afirma.
Para solucionar o problema referente ao cio e ao comportamento excessivo de demarcar território pela casa, a melhor saída para cães e gatos é a castração. ''A cadela e a gata castradas têm menos chances de ter um tumor mamário, infecção de útero, miomas e cistos no ovário. No caso dos machos há uma relação da castração com a menor tendência do aumento da próstata. Geralmente a castração interfere positivamente no temperamento do animal'', ressalta. O veterinário explica que a cirurgia do macho, em geral, é mais barata, porque na fêmea o procedimento é mais complexo e demorado.
De acordo com Saito, muitas pessoas acreditam que as fêmeas são mais carinhosas do que os machos, mas isso não é verdade. ''No caso dos cães esta é uma característica que está mais ligada à raça e ao modo como o animal é tratado do que ao sexo'', afirma. Para ele, mais importante do que decidir o sexo do animal é a escolha da raça mais adequada às características da casa e da família. ''Alguns animais precisam de mais espaço do que outros, um yorkshire tem mais energia do que um shitzu, independentemente se for macho ou fêmea'', acrescenta.
Para as pessoas que querem um animal para guarda, Saito explica que o ideal é ter um macho que não seja submetido à castração. Ele acrescenta que é fundamental que o local seja bem cercado, ofereça segurança e que o animal passe pelo treinamento adequado para desempenhar a função.

Imagem ilustrativa da imagem Macho ou fêmea?
| Foto: Shutterstock



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