Para quem interessar possa, Carlos Miéle faz questão de anunciar: ‘‘Trato a moda de uma maneira sagrada’’. Na passarela, isso se traduz na busca constante pelas raízes da cultura brasileira, expressas de forma visceral. O foco, dessa vez, é a questão indígena. Embalada pela trilha sonora de Marlui Miranda, pesquisadora da tradição musical dos índios brasileiros, a coleção ‘‘Peças de Altar’’ traz poucas novidades. Uma delas é o jeans produzido com a fibra Alya Eco, feita a partir de garrafas PET recicladas em parceria com a Santista e a Rhodia Ster, e customizado pelas artesãs da Coopa Roca. Outra é o jérsei com fibra artificial da DuPont, obtida a partir da proteína do leite e 10% mais leve que a seda. No mais, apenas repetecos. Destaque para os belíssimos vestidos em renda guipure lilás com cristais Swarovski. Assimetrias, transparências e o couro com corte a laser evidenciam o mote constante da grife: sensualidade.

mockup