Livros em ordem
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de setembro de 2003
Ciça Vallerio <br>Agência Estado 
As estantes são fundamentais, principalmente para os amantes dos livros, que nunca têm poucos exemplares em casa. Com o passar dos anos, a tendência é juntar cada vez mais. O problema é achar uma solução prática e bonita, driblando o pouco espaço das residências e, ao mesmo tempo, facilitando o manuseio.
Comparadas aos modelos fechados por portas, as estantes abertas são mais vantajosas. Custam menos porque se usa menor quantidade de madeira, e não deixam o ambiente pesado, afirma o arquiteto Flávio Butti. Aposto em projetos básicos, sem muitos enfeites, para que o morador não enjoe do móvel e não tenha de gastar mais para mudar o modelo.
Entre os projetos da marcenaria Baraúna, o carro-chefe são as estantes abertas, mas com um diferencial: são assimétricas, com altura e profundidade bem variadas. Associando design clássico e moderno, criamos peças que, além de funcionais, decoram a casa, diz o arquiteto Paulo Alves, um dos sócios da Baraúna, empresa que trabalha com madeiras certificadas.
Há quem não dispense portas na estante para proteger os livros da poeira. Nesses casos, a arquiteta Ana Cristina Malta opta por portas de correr de acrílico leitoso, em vez das tradicionais com vidro. Como o acrílico é mais leve do que o vidro, manuseamos facilmente a porta, explica. Esteticamente, fica bonito misturar dois materiais diferentes como a madeira e o acrílico.
Novos tempos As bibliotecas residenciais foram renovadas. Como os hábitos mudaram, o espaço que era destinado aos livros e à reclusão transformou-se em escritório ou, como arquitetos e decoradores costumam chamar, home office. Hoje as pessoas estão trabalhando em casa em tempo integral ou parcial, para finalizar serviços que trazem do trabalho, observa o arquiteto Flávio Butti.
Agora, os livros disputam espaço com computador, fax e até mesmo com um sofá-cama, fazendo do escritório também um quarto de hóspede. Antes, era a sala com a TV que reunia a família, diz Butti. Agora, o home office é o centro de convivência, onde o filho faz lição de casa, a mãe trabalha no computador e o pai lê.
O espaço reservado para livros também pode ter múltiplas funções. A arquiteta Thereza Dantas projetou um móvel onde cabem livros e aparelhos eletrônicos. Para espaços pequenos, indico cores claras: é válido, por exemplo, pintar a estante de branco, para não criar volume e não dar a sensação de que o ambiente é menor ainda.
Estante baixa, de até um metro de altura, é outra alternativa para pôr os livros em ordem. Quando colocado em toda a extensão da parede, esse tipo de móvel desenha o ambiente, observa o arquiteto Dante Della Manna. Sobre o tampo, fica bonito colocar objetos queridos, que a gente acumula durante a vida.
É possível também aproveitar a estante baixa como suporte para TV, aparelhos de som, DVD e vídeo. Para isso, Dante aconselha que o móvel tenha, no máximo, 80 centímetros de altura. O espaço ideal para os livros é de 34 centímetros de altura entre cada fileira e 25 centímetros de profundidade. Mas os tamanhos podem mudar conforme a necessidade do proprietário e, claro, dos exemplares.n


