As estantes são fundamentais, principalmente para os amantes dos livros, que nunca têm poucos exemplares em casa. Com o passar dos anos, a tendência é juntar cada vez mais. O problema é achar uma solução prática e bonita, driblando o pouco espaço das residências e, ao mesmo tempo, facilitando o manuseio.
  Comparadas aos modelos fechados por portas, as estantes abertas são mais vantajosas. ‘‘Custam menos porque se usa menor quantidade de madeira, e não deixam o ambiente ‘pesado’’’, afirma o arquiteto Flávio Butti. ‘‘Aposto em projetos básicos, sem muitos enfeites, para que o morador não enjoe do móvel e não tenha de gastar mais para mudar o modelo.’’
  Entre os projetos da marcenaria Baraúna, o carro-chefe são as estantes abertas, mas com um diferencial: são assimétricas, com altura e profundidade bem variadas. ‘‘Associando design clássico e moderno, criamos peças que, além de funcionais, decoram a casa’’, diz o arquiteto Paulo Alves, um dos sócios da Baraúna, empresa que trabalha com madeiras certificadas.
  Há quem não dispense portas na estante para proteger os livros da poeira. Nesses casos, a arquiteta Ana Cristina Malta opta por portas de correr de acrílico leitoso, em vez das tradicionais com vidro. ‘‘Como o acrílico é mais leve do que o vidro, manuseamos facilmente a porta’’, explica. ‘‘Esteticamente, fica bonito misturar dois materiais diferentes como a madeira e o acrílico.’’
Novos tempos As bibliotecas residenciais foram renovadas. Como os hábitos mudaram, o espaço que era destinado aos livros e à reclusão transformou-se em escritório ou, como arquitetos e decoradores costumam chamar, home office. ‘‘Hoje as pessoas estão trabalhando em casa em tempo integral ou parcial, para finalizar serviços que trazem do trabalho’’, observa o arquiteto Flávio Butti.
  Agora, os livros disputam espaço com computador, fax e até mesmo com um sofá-cama, fazendo do escritório também um quarto de hóspede. ‘‘Antes, era a sala com a TV que reunia a família’’, diz Butti. ‘‘Agora, o home office é o centro de convivência, onde o filho faz lição de casa, a mãe trabalha no computador e o pai lê.’’
  O espaço reservado para livros também pode ter múltiplas funções. A arquiteta Thereza Dantas projetou um móvel onde cabem livros e aparelhos eletrônicos. ‘‘Para espaços pequenos, indico cores claras: é válido, por exemplo, pintar a estante de branco, para não criar volume e não dar a sensação de que o ambiente é menor ainda.’’
  Estante baixa, de até um metro de altura, é outra alternativa para pôr os livros em ordem. ‘‘Quando colocado em toda a extensão da parede, esse tipo de móvel ‘desenha’ o ambiente’’, observa o arquiteto Dante Della Manna. ‘‘Sobre o tampo, fica bonito colocar objetos queridos, que a gente acumula durante a vida.’’
  É possível também aproveitar a estante baixa como suporte para TV, aparelhos de som, DVD e vídeo. Para isso, Dante aconselha que o móvel tenha, no máximo, 80 centímetros de altura. O espaço ideal para os livros é de 34 centímetros de altura entre cada fileira e 25 centímetros de profundidade. Mas os tamanhos podem mudar conforme a necessidade do proprietário e, claro, dos exemplares.n

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