Livre de impurezas
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sexta-feira, 21 de novembro de 1997
Celso Mattos 
Milton DóriaAs toxinas penetram na corrente sanguínea e acabam afetando os demais órgãos do corpo, afirma o terapeuta Adolfo Luis JolgarAnos e anos de alimentação rica em gorduras, açúcares e condimentos fortes acabam prejudicando o organismo, criando agentes nocivos à saúde. Aliado ao envelhecimento natural do corpo, o mau hábito alimentar é responsável por grande parte das doenças que surgem no decorrer da vida. O órgão mais afetado acaba sendo o intestino, que funciona como um depósito de tudo aquilo que entra pela boca. Como nem todas as impurezas são expelidas, com o passar do tempo o intestino sofre um processo de intoxicação que interfere no bom funcionamento do organismo.
Para resolver esse problema, o terapeuta e naturopata Adolfo Luis Joglar Cortes, com especialização nos Estados Unidos em hidrocólonterapia, está desenvolvendo um tratamento inédito em Londrina que tem como base a orientação alimentar e a desintoxicação intestinal. Além de Londrina, apenas em Porto Alegre existe tratamento semelhante. No resto do Brasil, essa técnica é totalmente desconhecida, afirma o terapeuta. O método, batizado de hidrocólonterapia, consiste em fazer uma lavagem intestinal para retirar as impurezas acumuladas no órgão.
O nível de intoxicação é detectado através da íris que é projetada no computador para análise
Adolfo Luis Joglar explica que a ingestão de proteínas de origem animal e de misturas como pão com laranja, melancia com feijão e melão com ovo, entre outras, provocam uma fermentação e uma putrefação no intestino, ocasionando um aquecimento anormal no aparelho digestivo.
O terapeuta acrescenta que tudo isso produz toxinas como endol, escatol, fenol e ácido sufrídico nas paredes do intestino. Essas toxinas acabam penetrando na corrente sanguínea pelas paredes do cólon danificado e, nessa viagem através do plasma, chegam ao fígado que consegue destruir parte delas. Mas o restante se espalha pelo organismo e atinge todos os demais órgãos do corpo, causando lesões que se manifestam como doenças. Elas provocam reações no sistema defensivo em forma de febre, alergia, etc., que são um esforço da natureza para conseguir o equilíbrio da economia do corpo, observa o especialista.
Desgaste Quando essa intoxicação se torna crônica, o organismo começa a sofrer um desgaste celular, provocando envelhecimento precoce, perda de memória, impotência sexual, stress e depressão, etc. Adolfo Luis Joglar ressalta que quando a intoxicação é aguda, uma mudança alimentar é suficiente para cicatrizar as lesões intestinais por onde penetram as toxinas e bactérias. Já a intoxicação crônica exige uma limpeza intestinal que é feita através da hidrocólonterapia. E para manter o intestino limpo, é preciso obedecer uma orientação alimentar qualitativa para evitar futuros problemas, alerta o terapeuta.
Para detectar o nível de intoxicação intestinal, a técnica utilizada é a iridologia computadorizada. A íris da pessoa é projetada no computador que a partir de cores e topografia dos estromas iridais, o naturopata analisa juntamente com o cliente o estado em que se encontra seu intestino. O especialista afirma que a desintoxicação traz inúmeros benefícios ao organismo. Melhora sinusites, alergias, febres crônicas, bronquites e glândulas mamárias, ajudando no bom funcionamento do fígado, do coração, do estômago e da visícula. Enfim, produz uma melhora geral na saúde corporal do indivíduo, garante Adolfo Luis Joglar.


