Lino Villaventura
Barroquismo à brasileira
Quem esperava mais um desfile emocionante não se decepcionou. Dessa vez, o cenário para as criações mirabolantes de Lino Villaventura foi um banheiro. Com um paredão de azulejos e três vasos sanitários ao fundo, modelos caminhavam, dramáticos, ao som de bolero. Inspirada nas formas do corpo, a coleção brinca com texturas especialidade do estilista e volumes, enfatizados pelo bordado matelassê e pelas saias de efeito guarda-chuva nas versões palha de buriti e micropenas de peru. A mistura de materiais ganha evidência na imponente jaqueta de vison e couro. E a renda de labirinto vira estampa por meio do corte a laser. Creponado, telado, encerado e quadriculado, o jeans se torna uma roupa nobre graças à parceria de Lino com a cearense Santana Têxtil. Já os fios de seda pura que enriquecem suas preciosas tramas são desenvolvidos pela empresa paranaense O Casulo Feliz, de Maringá. A imagem que fica: a entrada performática de Ana Carolina Ileck, de top bordado e saia de tela de ráfia encapada com fios de bronze, em um legítimo grand finale.





