Lei e cidadania: aliadas da beleza
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quinta-feira, 19 de julho de 2001
Da Redação 
Através de pequenas histórias, a maioria delas retratando situações perfeitamente verossímeis, a cartilha Cidadania também é Beleza traz às mulheres conhecimento sobre seus direitos e as leis que garantem isso. A cartilha, idealizada pela Avon em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), está sendo distribuída gratuitamente em instituições ligadas à mulher, Organizações Não Governamentais (ONGs) e conselhos de mulheres.
O lançamento da cartilha vem completar outro projeto voltado ao público feminino, o CD de áudio do Programa Saúde Integral da Mulher. O programa, que nasceu em parceria com o Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo, em 1994, foi ampliado em 1997 para todo país. O objetivo era levar informação e, dessa forma, ajudar mulheres a conhecerem e cuidarem melhor do seu corpo e de sua saúde. O resultado foi o CD, concebido na forma de um programa de rádio, com informações sobre gravidez, maternidade saudável, doenças sexualmente transmissíveis e Aids, menopausa, câncer do colo de útero e de mama.
Na cartilha, a linguagem é simples e criativa, tornando acessível para mulheres de qualquer parte do país e classe social o conhecimento sobre seus direitos. Temas como casamento, investigação da paternidade, violência e planejamento familiar, aparecem em situações que a mulher pode conhecer ou ter conhecido por experiência própria ou por terem acontecido com pessoas próximas, vizinhas, amigas, colegas de trabalho, parentes. Um exemplo: Barrigão de nove meses, Maria está sozinha no mundo. João, o pai da criança, tomou chá de sumiço desde que soube da existência do filho. Sozinha, como vai ser na hora de registrar a criança? Que fazer?. É o mote para explicar a importância do registro do bebê, prazo para fazer isso, quais os documentos necessários, e como garantir que o nome do pai da criança conste da certidão de nascimento, no caso de mulheres solteiras. Através de perguntas e respostas e o texto das leis referentes ao assunto, todas as dúvidas são esclarecidas.
As histórias também trazem alertas sobre situações que aparentemente são inofensivas e comuns, mas, na verdade, são crimes: Logo depois do casamento, Maria achava lindo quando o marido não deixava que ela saísse para fazer compras e insistia em acompanhá-la a todos os lugares. (...) Mais tarde, o que antes a envaidecia começou a incomodar, e muito. Um dia insistiu e João foi claro: Você não vai sair sozinha. E para evitar a tentação, vou levar a chave de casa.... Citando o código penal, a cartilha explica que privar uma pessoa de sua liberdade, independentemente do motivo, é mantê-la em cárcere privado, e orienta a vítima a procurar a polícia, mesmo que seja necessário a ajuda de outra pessoa parentes, vizinhos, amigos. A cartilha também orienta onde e como as mulheres podem fazer as denúncias, indicando as instituições e onde procurar seu endereço.
Para a diretora regional do Unifem para o Brasil e o Cone Sul, Branca Moreira Alves, a importância da cartilha está em disseminar informações sobre um assunto técnico em linguagem acessível ao público. O direito à informação é um direito básico do ser humano, e a cartilha disponibiliza esses dados tão complexos em formato de fácil acesso à população, afirma. De acordo com Lírio Cipriani, diretor de comunicação da Avon, a companhia decidiu iniciar estes programas quando descobriu que uma série de problemas que afligem as mulheres ocorrem, principalmente, por falta de informação. O acesso à informação é o caminho para não somente a prevenção de inúmeras doenças, mas, para garantir uma participação consciente das mulheres na sociedade, diz.
A cartilha e o CD podem ser solicitados através de revendedoras da Avon, pelo site www.avon.com.br ou pelo telefone 0800-125500.


