Lazer - O prazer de pescar
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de março de 1997
Francelino França 
Marcos BorgesMarcos Aurélio dos Santos mostra parte dos equipamentos que adquiriu em sete anos de pesca esportiva
A pesca preservacionista, ou esportiva, vem ganhando novos adeptos no Paraná, principalmente na ala jovem. Em Londrina, desde 1995 funciona a Associação Paranaense de Pescadores Amadores (Appa), que agrega cerca de 30 associados, sendo a maioria formada por jovens, na faixa dos 20 anos. A conscientização ecológica é a principal arma utilizada pela associação para conquistar adeptos para esse esporte.
Na pesca predatória, o pescador vai até o rio e retira o maior número de peixes que consegue pescar, desrespeitando a tabela de medidas mínimas permitidas para a pesca de cada peixe, em cada época do ano. A pesca predatória, desmatamentos, resíduos de agrotóxicos, esgotos, dejetos e as grandes obras provocam impactos sobre o escossistema que nem o próprio homem consegue dimensionar. Para reverter esse quadro, somente um trabalho de conscientização ecológica.
Na pesca preservacionista, o pescador vibra ao lutar com o peixe e, depois de pegá-lo, o devolve para o rio. Existem muitas associações como a Appa nos Estados Unidos e em vários países da Europa, que incentivam o sistema de catch release: a pessoa pesca, fotografa e solta o peixe novamente ao rio. Na América, essa consciência preservacionista foi criada somente depois que inúmeros rios ficaram completamente poluídos e o ecossistema comprometido.
O presidente da Appa, Marcos Aurélio dos Santos, começou a pesca esportiva há 7 anos. Em 1995, fundou a Associação e está trabalhando para que o esporte tenha novos adeptos. Para isso, promove regularmente cursos para iniciantes. A Associação pretende promover, periodicamente, campeonatos e torneios educativos, incentivando a pesca preservacionista e combatendo a predatória. Se for o caso, fazemos denúncias ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Os pescadores que não possuem essa noção de preservação jogam latinhas de cerveja e sacos plásticos no rio, diz.


